Relatório Nº 5

relatario-po

Relatório de Mercado

Dezembro2006/Janeiro 2007  


O consumo mundial de café

 




 

O café orgânico no mundo

 




O café orgânico no Brasil

 

 

 


Notícias em Destaque

 

 

Resumo Executivo Bimestral

 



O consumo mundial de Café

O consumo mundial de café pode ultrapassar 140 milhões de sacas na próxima década. Esta estimativa foi anunciada no seminário  “Perspectivas para o Agribusiness  2005-2006”, realizado pela Bolsa Brasileira de Mercadorias, BM&F, e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA, realizado em abril de 2005.

O consumo mundial de café apresenta um crescimento de 92.190 sacas em 1990, para 113.700 sacas em 2004,  um aumento de 23 % representando uma media de 1,5 % ao ano. No leste europeu o consumo cresce cerca de 4 % ao ano, no Japão 2,5 %, ou seja, em ambos os casos bem acima da média mundial.

O consumo  de café, além do aumento, vem se especializando,  e o consumo de  cafés especiais apresentam um crescimento significativo no mercado. O mercado internacional apresenta projeções até 2015 que os cafés especiais irão representar 10 % de todo o mercado mundial, o equivalente a 15 milhões de sacas.

O crescimento econômico em países em desenvolvimento é um dos fatores mais importantes no aumento do consumo de café. Um exemplo é o mercado consumidor na Ásia que demonstra uma reação â medida que o preço do café permite o acesso ao consumo.

O consumo de café tem uma relação direta com o valor de toda a cadeia da produção ao consumo. O preço do café iniciou um ciclo de aumento no valor da saca de 60 quilos na safra de 2004/ 2005. Atualmente o valor esta pouco acima de US$ 100 por saca no mercado internacional.

O preço do café no mercado internacional é regido pela dinâmica da oferta e demanda de café e o comportamento do mercado diante das variações dos estoques reguladores. As previsões realizadas pelo instituto FNP, publicados no Agrianual 2007, indicam uma variação entre 40 % a 65 % entre o nível do estoque sobre o consumo.

A produção de Café no Brasil

O Brasil é o maior produtor mundial de café, o equivalente a  cerca de 30 % do total da produção.

O Brasil deve fechar a safra 2006/2007 de café com produção de 41,6 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos, representando um aumento significativo a safra anterior que atingiu 32,9 milhões de sacas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento, CONAB.

Do total da produção, 32,0 milhões de  sacas (77,1 %) são da espécie de café arábica e 9,5 milhões de sacas (22,9 %) de café robusta. Quando comparamos com a safra anterior, constata-se um aumento de 26,2 %, representando 8.6 milhões de sacas. Além disto verificou-se um aumento de 30 % na produtividade, indicando uma melhoria nos tratos culturais, motivados pela recuperação dos preços no mercado.

A produtividade média é de 19,43 sacas por hectare. A área cultivada é de 2.315.581 hectares, sendo que 2.139.956 hectares (92,4 %) em produção e 175.625 hectares (7,6 %) em formação. A produtividade na safra 2005/2006 foi de 14,86 sacas por hectare.

Café Beneficiado – Produção e Produtividade – safra 2005/2006.

UF/ Região 

 Produção (mil sacas de 60 Kg beneficiadas)

 Produtividade
(sacas/ha)

Arábica

Robusta

Total

Minas Gerais

 15.189

 30

 15.219

 14,73

Sul/Oeste

 6.750  

 

 6.750

13,59

Triângulo/Alto Paranaíba

 2.886  

 

 2.886

17,96

Z.Mata/Jequitinhonha

 5.553

30

5.583

14,84

Espírito Santo

 2.056

 6.014

 8.070

 16,34

São Paulo

 3.223

 

 3.223

 14,58

Paraná

 1.435

 

 1.435

 13,49

Bahia

 1.407

 405

 1.812

 18,65

Rondônia

 

 1.772

 1.772

10,68

Mato Grosso

 40

 270

 310

8,99

Pará

 

 330

 330

 14,60

Rio de Janeiro

 288

10

 298

 21,33

Outros

 180

 295

 475

 16,61

BRASIL

 23.818

 9.126

 32.944

 14,86

Fonte: convênio MAPA – S.P.A.E. / CONAB – abril 2006

O café arábica tem mais sabores e aromas, é o café indicado para a produção de cafés especiais. Possui um teor menor de cafeína quando comparado com o café da espécie robusta. O café robusta é mais utilizado para os cafés solúveis, tendo como característica uma menor diversidade de aromas e um sabor único.

O café robusta tem maior produtividade de grãos por arvore quando comparado com o café arábica.

Estima-se que 5 % de toda a produção brasileira é considerada de qualidade superior. O aparecimento de cafeterias em diversas cidades aumentou e o consumo de cafés especiais, no mercado interno, também cresceu. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café, Abic, em 2003, 9 % dos brasileiros freqüentavam cafeterias, este ano, 2006, são 29 %. 

O consumo de Café no Brasil

O Brasil aumenta o consumo de café de forma continua e atingiu em abril de 2006, 16,5 milhões de sacas beneficiadas. O aumento do consumo interno aumentou 9 % em 2004, enquanto que a média mundial é de 1,5 %. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), o Brasil, além de maior produtor de café do mundo, despertou para o mercado do café de qualidade, proveniente de programas de incentivos a qualidade e os processos de avaliação da conformidade (certificações).

Cafés especiais

A produção de café sempre foi relacionada com o mercado de commodity; a atividade é caracterizada pelas grandes fazendas de café e produção em ¨escala¨. Com as mudanças no cenário geral da agropecuária e especificamente, com o café, iniciou-se um processo de diferentes classes de produtores no mercado.

O café orgânico é considerado como um café especial e que atende as exigências do mercado consumidor consciente e com poder de compra. Este mercado motiva os pequenos e médios produtores que podem agregar valores aos seus produtos e manter a viabilidade econômica da atividade.

 

O café orgânico no mundo

Segundo o  ¨The World of Organic Agriculture, Statistics & Emerging Trends 2006¨, publicado em 2006, a comercialização de café orgânico representa cerca de 1,5 % de todo o mercado de café no mundo. Os maiores mercados são dos Estados Unidos da América, da Europa e do Japão.

A maior parte do café orgânico foi comercializado com o selo de certificação do comercio justo (Fair trade). Os preços do mercado de café orgânico podem chegar a 25 % a mais do que o café convencional. Alguns cafés vendidos com selo de certificação para o comercio justo chegam até á 50 % a mais do que o café convencional.

Segundo pesquisas do ¨Resarch Institute of Organic Agriculture,  FiBL, existem 324 mil hectares com café orgânico certificado. Os dois maiores produtores são o  México com 147.136 hectares e o Peru tem 75.775 hectares.

Abaixo os dez países com maior área de produção de café orgânico certificado.

País

Ano

Área – há

México

2005

147.137

Peru

2004

      75.775    

Indonésia

        1998        

26.882

Uganda

2004

 18.135

Nicarágua

2004

 10.282

Colômbia

2003

7.531

Guatemala

2003

6.854

Brasil

 2003

6.316

Republica Dominicana

2004

 6.310

El Salvador

2005

6.000

Fonte: Fibl survey 2005/2006 – informações dos países

Os países da América latina lideram a produção de café orgânico, a Indonésia e Uganda são os representantes da Ásia e África na lista dos dez maiores produtores do mundo.

O México possui a maior área e representa 20 % do total de café orgânico no mundo. O estado  de Chiapas, ao sul do México, possui  54 % do total da área de café no México.

O café orgânico na Ásia é representado pela Indonésia que esta entre os cinco maiores produtores do mundo. Além da Indonésia, pode-se encontrar café orgânico certificado no Vietnam, Timor Leste e Nova Guiné. 

O café orgânico na África esta presente nos seguintes países: Camarões, Ethiopia, Kenya, Madagascar, Tanzânia e Uganda. Unganda possui 18.000 hectares e produz o café arábica.

Em outubro de 2004 a IFOAM realizou a Conferencia de Café Orgânico aonde foram discutidos os temas como mercado, inclusão do valor ambiental e social, avaliação sobre a disposição de compra pelo consumidor e sobre a produção do café orgânico no mundo.


O mercado de café orgânico no mundo

Segundo dados da Organização Internacional do Café, OIC, a WP estatística, publicou em Janeiro de 2004, em Londres na  Inglaterra,  os resultados do mercado de café orgânico no período de outubro de 2002 e setembro de 2003 demonstram um panorama do mercado de café orgânico no mundo.

Os resultados demonstraram uma comercialização de 290.989 mil sacas de café em grão de 60 quilos, sendo que o Peru comercializou 150.000 sacas e 140.989 sacas são divididas entre os seguintes países:

Pais            

Produção – sacas

México

48.129

Nicarágua

43.094

Ethiopia

11.440

Bolívia

11.316

Brasil

7.474

Os principais mercados de café orgânico são os Estados Unidos da América, a União Européia e o Japão. Os principais países compradores no período de outubro de 2002 á setembro de 2003 são:

Pais

Produção – sacas

Estados Unidos

62.681

Alemanha

22.313

Holanda

12.891

Bélgica

8.245

Japão

5.976

Suíça

4.439

Reino Unido

3.544

De acordo com a Sociedade de Comércio Exterior do Peru (Comex-Peru), no ano passado foram exportados pouco mais de US$ 9,5 milhões de café orgânico e, até agora em 2006, já foram exportados US$ 7,5 milhões. A expectativa era de que durante este ano a produção de café crescesse 22%, mas até agora, já superou o valor da colheita de 2005 em mais de 30%.


O café orgânico no Brasil

O Brasil possui uma área ocupada com a lavoura de café em torno de 2,1 milhões de hectares. A área com café orgânico de 6 mil hectares e representa 0,3 % da área total. Considerando que o Brasil tem  a maior área plantada de café do mundo pode-se imaginar que o país possui o maior potencial de crescimento na área com café orgânico.
No entanto o Brasil é o oitavo produtor mundial.

O Brasil necessita um levantamento de dados mais preciso para retratar a real posição da produção e da comercialização de café orgânico. Os dados atuais não estão sistematizados e dificultam a analise do setor.

Durante a feira Biofach America Latina em 2003, o Brasil apresentou um mercado com 20 % de expansão ao ano e um sobre preço do café orgânico em até 30 % sobre o café convencional. A tendência já apontava para a produção de café orgânico especial e marcas lideres regionais. A perspectiva era de crescimento do setor e expansão da atividade.

Nos últimos três anos o Brasil vem evoluindo principalmente na questão da qualidade do café orgânico produzido.
O mercado demonstrou durante os anos de 2004 e 2005 que o padrão de qualidade do café orgânico deve estar no mesmo patamar que a qualidade de um café especial com valores diferenciados no mercado. Um exemplo é a recente noticia sobre  a exportação de café orgânico brasileiro para o mercado de cafés especiais classificados como tipo goumert.

O Planeta Orgânico possui um especial permanente sobre o tema “Café Orgânico”. /p=965&preview=true

Empresa capixaba exporta café orgânico para a Áustria 

24/11/2006 10:01:03 – Redação Gazeta Rádios e Internet 

O Porto de Vitória recebe pela primeira vez na história do Espírito Santo uma remessa de café orgânico tipo gourmet, de alta qualidade, produzido por uma empresa capixaba, que vai ser exportado para o mercado europeu. Exportado em embalagens de um quilo e 250 gramas, em grãos torrados e em pó, o café vai para a Áustria. O Meridiano, empresa colatinense, já exportou café gourmet para a Áustria, mas era café convencional e a exportação, experimental. Como o produto agradou ao gosto europeu e a empresa capixaba obteve a certificação internacional, foi firmado o contrato para essa exportação que acontece nesta sexta-feira. No total, são dez toneladas de café orgânico gourmet certificado, todo ele produzido no Espírito Santo. A maior dificuldade da empresa foi conseguir essa quantidade, pois são poucos os produtores do Estado que também possuem a certificação internacional BCS/Chão Vivo. Todos os fornecedores da empresa capixaba são pequenos produtores rurais que fazem agricultura familiar.

Fontes: 
http://www.revistacafeicultura.com.br/index.php?tipo=ler&mat=7916
The World of Organic Agriculture, Statistics & Emerging Trends 2006; IFOAM, FiBL, SÔL e Biofach 2006.
The Eurpean Market for Organic Food: Revised and Update Analysis;  Ulrich Hamm e Friederike Granefeld – Organic Marketing Initiatives and Rural Development; volume 5, 2004
A Revista AgroBrasil – Balanço Brasileiro do Agronegocio 2005; Grupo de Comunicações Gazeta, 2005.
Agrianual 2007 – Anuário da Agricultura Brasileira; Instituto FNP / AgraAnual, 2007.
Associação Brasileira da Industria do Café, ABIC,
www.abic.org.br

 

Resumo Executivo Bimestral

Nacional
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* O subsecretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adoniram Peraci, acertou com o ministro da Agricultura do Haiti, Joanas Gué, que a partir de novembro o MDA iniciará o processo de transferência de tecnologia para produção de biodiesel e de matéria-prima para especialistas haitianos. De acordo com Peraci, técnicos do MDA irão ao Haiti para iniciar o processo de adaptação da tecnologia e colaborar na elaboração de um plano de biodiesel no país. Além do projeto de transferência de tecnologia de biodiesel, o MDA estuda desenvolver no Haiti programa de capacitação de técnicos e agricultores locais para processamento de produtos em quatro áreas: frutas e hortaliças; mandioca; apicultura e leite e derivados.

* Os produtores de Vassouras (Orgânicos do Vale) são os primeiros no Brasil a implantar o BPA ( Boas práticas Agrícolas). Os produtores desenvolvem um projeto em parceria com a EMBRAPA Agrobiologia e SENAI-CETEC de Vassouras. Além dos parceiros FACERJ, SEBRAE, CACB e ACIAV.

* Através de uma parceira entre o Frigorífico Friboi, do Grupo JBS, e a rede de hipermercados Carrefour, a agência Pop Trade desenvolveu um trabalho de gerenciamento de categoria, marketing in store completo, abordagem e degustação para duas linhas de produtos: as marcas Maturatta – linha de carnes de cortes especiais para churrasco – e Organic Beef Friboi – cortes de carne bovina produzida organicamente. Pretende-se apresentar a qualidade dos produtos a consumidores em unidades do Carrefour instaladas nas praças de Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

* A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento Indústrial e Comércio Exterior, está responsável pela implantação de um sistema de estatísticas, que quantifica a exportação de produtos orgânicos através de uma avaliação da produção e das vendas externas. Esta avaliação é  feita por meio do registro que os empresários brasileiros preenchem no Siscomex. As estatísticas permitirão o controle da produção de orgânicos por parte das empresas certificadoras e evitará fraudes em relação ao número real de produtos exportados.

Internacional
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* Durante uma recente visita à SNA foi estabelecido um acordo de cooperação internacional entre Brasil e China com intuito de incentivo ao mercado de produtos naturais, orgânicos e maquinário agrícola. O intercâmbio foi firmado entre o empresário Celso Leonardo, diretor Organic Life e uma delegação chinesa do distrito de Jin Shan, em Shangai.
Os produtos açaí e o guaraná natural orgânico apresentaram maior interesse por parte dos chineses.
Estes assinalaram para a Organic Life uma prospecção de vendas em torno de US$ 4 milhões. Em contrapartida, a empresa se comprometeu a abrir brechas de mercado, no Brasil, no setor de equipamentos agrícolas para estufas.

* Através do Projeto OrganicsBrasil – iniciativa da Apex-Brasil – Agência de Promoção de Exportações e Investimentos, do IPD – Instituto Paraná de Orgânicos e da Federação das Indústrias do Paraná – FIEP, o Brasil fechou negócio  com a importadora americana Whole Foods Market  que pretende distribuir os produtos das empresas brasileiras: Jasmine (cookies, feijão, soja, arroz, açúcar e farinha), Nutrimental (barra de cereais), Renks (frutas exóticas em barras), Ecoçucar (Açúcar mascavo), Fazenda & Casa (legumes em conserva) e Tradeland (mel) para as lojas da costa oeste da cadeia.
O mercado de orgânicos movimenta US$ 25 bilhões/ano em todo mundo e US$ 250 milhões/ano no Brasil.

Governo Público
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* O financiamento da nova linha de crédito, lançada nesta safra 2006 / 2007: O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Comercialização está disponível para os agricultores familiares. Os limites individuais para produtores são de até R$ 5 mil e, para as agroindústrias ou cooperativas centrais ou singulares, associações ou outras formas associativas, de até R$ 2 milhões. A exigência, no caso da organização, é de que no mínimo 90% de seus integrantes sejam agricultores familiares em atividade e enquadrados nos grupos A, A/C, B, C, D ou E do Pronaf. Com este crédito os produtores poderão custear o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de seus produtos ou, ainda, formar estoque para comercializar no melhor momento e, assim, obter melhor preço na venda. Os juros são de 4,5% ao ano, com prazos de pagamento de até 12 meses.

Feiras
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* Durante os dias 25,26 e 27 de outubro, no Transamérica Expo Center  ocorreu a BioFach América Latina  e ExpoSustentat, feiras de bens e serviços sustentáveis. As feiras reuniram 60 palestrantes nacionais e internacionais, mais de 300 expositores, vários produtores, investidores, empresários e traders que buscavam novos mercados.

* Nos dias 03 e 04 de outubro, foi realizado o IV Seminário de Agricultura Orgânica do Vale do Ribeira, com o objetivo de divulgar informações e técnicas de produção e manejo da agricultura orgânica aos produtores e técnicos da região.
O Seminário abordou temas como a produção e o manejo orgânico em ambiente protegido (plasticultura), implantação e manejo de fruticultura tropical orgânica nas condições de solo e clima do Vale do Ribeira, comercialização de produtos orgânicos processados, além dos princípios básicos, manejo e custos da produção de ovos orgânicos. Foram temas de debates: a gestão socioeconômica da propriedade orgânica e o relacionamento do produtor entre distribuidores, processadores e consumidores de alimentos orgânicos. A Associação dos Produtores Orgânicos do Vale do Ribeira (AOVALE) promoveu o evento em parceria com o Sebrae-SP, SENAR e outros.

* Foi inaugurado no mês de novembro  pela Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica e a Sudcomex Comércio, Importação e Exportação, a Feira de Produtores Biodinâmicos, na região de Pinheiros, em São Paulo.
Os alimentos da feira são predominantemente biodinâmicos e com certificação Demeter

* No dia 10 de novembro foi inaugurado o mais recente empório totalmente orgânico, o TAYA, localizado em São Paulo. Segundo os sócios, o empório foi montado com a grande variedade de produtos nacionais e internacionais expostos na BioFach América Latina e Exposustentat.

* Nos meses de outubro e novembro a CEAGESP realizou o Fórum Paulista de Abastecimento que reuniu os principais interlocutores na questão do abastecimento no estado de S. Paulo.  Atualmente a CEAGESP detém 34,9% do volume de comercialização das centrais de abastecimento do Brasil.

* A Associação de Agricultura Biodinâmica do Nordeste – ABD NORDESTE juntamente com o Instituto ELO e a Universidade de Uberaba – UNIUBE realizaram no mês de outubro um curso fundamental de Agricultura Biológico-Dinânica.

* Durante os dias 23-25 de novembro no estado de São Paulo ocorreu um Simpósio sobre Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) com ênfase em Matas Ciliares, com divulgação das tendências atuais para o setor.

* A Associação de Agricultura Ecológica promoveu durante o mês de novembro, vários cursos dentre os quais se destacaram: Horta Orgânica, Horta Caseira, Minhocultura e Compostagem, Galinhas Poedeiras, Plantas Medicinais e também uma visita técnica a Produtores de Leite Orgânico e Horticultura.

* A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas – BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promoveu, em 29 de novembro, o evento Transição Agroecológica na Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical. A transição agroecológica passa por diversas etapas, dentro e fora do sistema de produção, dependendo da distância em que o sistema produtivo estiver da sustentabilidade. São elas: redução e racionalização do uso de insumos químicos; substituição de insumos; e manejo da biodiversidade e redesenho dos sistemas produtivos.

* Durante os dias 21, 22 e 23 de novembro aconteceu VII o Seminário sobre Agroecologia, em Porto Alegre, com o tema: “Educando para a Cidadania e o Desenvolvimento Rural Sustentável”.

Destaques e Parcerias
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* No mês de outubro foi inaugurado o Centro Ecológico Samuel Johnson, na Reserva Natural Serra das Almas, localizada na parte sul da Serra da Ibioiara na divisa com o Piauí. O Centro é parte do Plano de Manejo da reserva, implantado desde 2003 com a criação de um modelo de conservação para o bioma caatinga. Ele tem por objetivo criar novas oportunidades de pesquisa, educação, visitação e participação da comunidade local e foi construído com o apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que aportou cerca de R$ 38 mil para a construção.
Dentre as atividades a serem desenvolvidas estão a criação de spots para rádios locais e a capacitação de professores da rede pública municipal e estadual, com o objetivo de promover a conscientização das populações do entorno. Além disso, a criação de uma brigada de combate à incêndios florestais.

* A Terra Indígena do Baú (TI Baú) Localizada no extremo sul do Pará, no município de Altamira, recebeu, a certificação sócio – ambiental FSC para uma área de 1,5 milhões de hectares e está prestes a receber a certificação orgânica do IBD. Todo o processo de certificação foi conduzido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com o Programa SmartWood (da Rainforest Alliance) e com o Instituto Biodinâmico (IBD). Com a certificação da Terra Indígena do Baú, o Brasil passa a ter a maior área certificada FSC na América Latina, contabilizando 5 milhões de hectares de florestas certificadas (2,7 milhões de floresta natural e 2,3 milhões de plantação florestal), tornando-se a única área indígena certificada FSC no Brasil. A comunidade indígena do Baú prioriza alternativas sustentáveis para o uso da floresta, valorizando seu principal produto, a castanha.

Pesquisas
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* Pesquisadores da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) pesquisam  desde o início  deste ano a pesca na região do Pantanal para a construção de um calendário sazonal para os pescadores profissionais artesanais. Segundo pesquisadores, as informações do Sistema de Controle da Pesca de Mato Grosso do Sul (SCPesca) permitem  diferentes interações e abordagens que serão utilizadas para comprovar indagações científicas, e analisar os impactos na sustentabilidade da atividade pesqueira no Pantanal.

 

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