Relatório Nº 4

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 RELATÓRIOS DE MERCADO

Outubro/Novembro 2006

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Produção de Hortaliças Orgânicas





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Análise do Setor de Alimentos Orgânicos
na União Européia

 



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Análise do Setor de Alimentos
Orgânicos no Brasil




 NOTÍCIAS EM DESTAQUE

 

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PNUD como Parceiro no Desenvolvimento
de Trabalhos Sociais




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Resumo Executivo Bimestral (Fev / Mar)

 

 

 


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 Produção de Hortaliças Orgânicas

 

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queijo1Segundo o relatório da Fibl de 2005-2006, o total da área no mundo em sistema de produção orgânica é de 31,5 milhões de hectares e o total de unidades de produção é de 622.782. As estatísticas indicam que 13 % deste total, ou seja, 4,1 milhões de hectares são terras agricultáveis para as atividades de horticultura. A Europa detém 65 % deste total, a América do Norte 17 %, a Ásia 13 %, a América Latina 3 %.

A produção de folhosas, legumes, ervas e temperos foi o grande impulso para o desenvolvimento da agricultura orgânica em todo o mundo. Este setor que nos últimos 30 anos vem crescendo de forma significativa foi responsável pela grande divulgação do alimento orgânico para o consumidor. O consumidor faz uma relação direta entre a agricultura orgânica com o consumo de hortaliças.

As hortaliças representam um alimento do dia a dia, tem um influencia enorme no hábito de consumo por ser consumido rotineiramente e de forma fresca. Estes fatores são fundamentais para o consumidor e isto contribuiu para o desenvolvimento da horticultura orgânica em todos os países do mundo. Este movimento provocou que diversos agricultores praticaram nestes últimos 30 anos a agricultura orgânica em áreas de hortas, promovendo o desenvolvimento de tecnologias alternativas.

Estas tecnologias que aos poucos foram se consolidando e incorporando aos sistemas de produção, hoje são responsáveis pela competitividade das hortaliças orgânicas frente as hortaliças convencionais. O padrão de uma hortaliça orgânica, que até alguns anos atrás era questionado, hoje por muitas vezes supera o padrão da hortaliça convencional.

Além da tecnologia desenvolvida, ressaltamos que o desenvolvimento de sistemas de produção de hortaliças orgânicas contribui de forma direta para a preservação ambiental. Em estudo comparativo realizado pela EMBRAPA, no Centro Nacional de Pesquisa do Meio Ambiente, em nove propriedades orgânicas e nove convencionais no Estado de são Paulo, foram mensurados alguns aspectos que representam índices ambientais.

No quadro abaixo podemos verificar os resultados desta pesquisa e observar os sistemas de horticultura orgânica apresentam um índice ambiental superior ao índice da horticultura convencional.

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A produção de hortaliças orgânicas representa uma alternativa já comprovada para o produtor rural. Os benefícios são refletidos de varias formas para os produtores e para os consumidores. Com a comprovação da vantagem dos sistemas de horticultura orgânica em relação a preservação do meio ambiente, aumentam as probabilidades de desenvolver um modelo sustentável e que garanta um alimento seguro para o consumidor.

Partindo do principio dos benefícios comprovados que um sistema de produção de hortaliças orgânicas pode trazer para o produtor rural e para o consumidor, este relatório vai apresentar um cenário geral do setor de produção de vegetais (legumes e folhosas) orgânicos na União Européia e posteriormente abordar um cenário do setor no Brasil.

A apresentação destes dois cenários visa uma comparação das características e particularidades do setor de hortaliças. Além disto, procuramos analisar os aspectos que mais influenciam o desenvolvimento do setor no Brasil. Para isto vamos apresentar os resultados de algumas pesquisas que podem colaborar para uma avaliação mais precisa do estagio atual do setor.


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 Análise do Setor de Alimentos Orgânicos na União Européia

 

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O Cenário das Hortaliças – Batata, Legumes e Vegetais

Produção
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tabela011A produção de hortaliças na União Européia vem crescendo em diversos países. A Alemanha foi o maior produtor com 330 mil toneladas em 2001, incluindo a batata. Outros países como a França, Itália e o Reino Unido já demonstravam em 2001 um potencial de crescimento, que veio se confirmar atualmente.

A produção de hortaliças nos países da União Européia atingiu um total de 1 milhão de toneladas por ano. Desses, 30 % representa a produção de batata e 70 % dos restantes dos vegetais.

A produção total foi de 1.042.819 toneladas, considerando a produção de batata, legumes e vegetais, valor que corresponde a 3,4 % do total da produção. A Áustria, Dinamarca e Finlândia e Itália são os países que apresentam maior participação da produção orgânica sobre a produção total de hortaliças e a batata. A Dinamarca tem 19 % de toda a sua produção de legumes e vegetais em sistema orgânico, a Áustria tem 7,6 % e a Alemanha 5,4 % ; para estes países os dados preliminares levantados em 2004 indicam aumentos médios em torno de 1 % ao ano.

Subsídios para Produção de Legumes e Vegetais Orgânicos na União Européia
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A produção de hortaliças nos países da união européia é subsidiada há pelo menos nos últimos dez anos. Os subsídios para a atividade da horticultura na Europa é duas á três vezes maior do que para outras atividades agrícolas, devido a necessidade de capital intensivo. Os valores podem variar entre E$ 300 até E$ 900 de acordo com cada país.

Dados de 2003, publicados pelo The European Market for Organic Food: Revised and Updated Analysis, demonstraram que alguns países como o Reino Unido, Dinamarca e Finlândia, não adotaram a política dos subsídios e necessitou importar produtos (quadro).

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Preço
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tabela034A questão do preço dos produtos orgânicos ofertados no mercado consumidor é bastante complexa. Os consumidores reclamam que os preços praticados são mais altos quando comparado com os vegetais convencionais. A diferença realmente existe, alguns produtos chegam a custar até 200 % acima, em média estão entre 70% até 120%.

Os preços dos legumes e folhosas orgânicas variam de acordo com o segmento de mercado que esta sendo ofertado. Os canais de comercialização diretos entre o produtor e o consumidor, como no caso das feiras livres ou entregas a domicilio, tendem a ofertar os produtos com uma diferença menor quando comparado com os canais indiretos. O segmento de vendas nas grandes redes de varejo apresentam diferenças maiores entre os produtos orgânicos e produtos convencionais.

Em levantamento realizado em 2002 nos países da União Européia, constatou-se que todos os produtos ofertados apresentaram diferenças acima de 50 %, alguns produtos como a abóboras chegaram até 160 %. Os demais produtos tiveram uma diferença média de 100%.

Importante ressaltar que o preço do alimento orgânico deve seguir os parâmetros de formação de preço, ou seja, considerar o custo de produção e a margem necessária para manter a atividade com viabilidade econômica. O custo de produção de hortaliças produzidas em sistema orgânico tem uma tendência de alta nos primeiros anos da atividade (período de conversão e desenvolvimento da tecnologia adequada de produção) e posteriormente uma tendência de redução até um patamar estabilizado (estabilidade do sistema com níveis de sustentabilidade desejados).

Outros aspectos a serem considerados são relativos a especificidade de cada produto. Existem sistemas de produção que a planilha do custo de produção de uma determinada cultura já esta adequada a um modelo agroecologico sustentável, ou seja, culturas que possuem características de um custo de manutenção já reduzido (os olivais na Europa são adequadas a um manejo de baixo impacto e de baixo custo).

Consumo
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O consumo de batata, legumes e folhosas orgânicas já apresenta uma participação, frente ao consumo total de vegetais, significativa em alguns países como a Áustria, Dinamarca e Luxemburgo. Nos demais países esta participação estava em torno de 1% em 2001.
Atualmente esta participação já é entre 4% até 8% nestes mesmos países que em 2001 estavam em 1%.

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 Análise do Setor de Alimentos Orgânicos no Brasil

 

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O Cenário das Hortaliças

Os sistemas de produção das hortaliças orgânicas no Brasil, pode ser considerado como modelos de alta tecnologia e eficiência. Existem diversos projetos, principalmente nas áreas circunvizinhas ( cinturões verdes ) das principais capitais, com mais de dez anos. Alguns destes projetos trabalham com um nível tecnológico capaz de gerar produtos de qualidade superior e alto padrão.

O segmento da produção avançou e desenvolveu também a tecnologia de processamento dos vegetais orgânicos. Existem empresas que trabalham com os vegetais minimamente higienizados e processados, e atuam nos principais mercados consumidores, principalmente nas redes de supermercados.

Apesar deste avanço no segmento da produção e do processamento, o setor não apresenta um panorama favorável. O risco comercial é alto e os empreendedores acabam desistindo por falta de perspectivas de viabilizar economicamente seus negócios.

Desde 1995, quando as primeiras empresas de vegetais orgânicos iniciaram e expandiram seus negócios no mercado consumidor, ainda não é possível constatar viabilidade econômica nesta atividade. Com exceção de alguns casos específicos, a maioria das empresas e dos empresários, encontram-se em uma permanente dinâmica junto aos diversos canais de comercialização.

O mercado das hortaliças orgânicas apresenta uma demanda maior do que a oferta, os produtores estão cada vez mais profissionalizados e conseguem produzir um alimento seguro e no padrão que o consumidor quer, os empreendedores do setor vem investindo e desenvolvendo o mercado com a introdução dos vegetais orgânicos nos diferentes canais de comercialização, enfim, um cenário digno de uma atividade atrativa.

A questão é: Porque o setor não apresenta uma perspectiva promissora para os principais agentes da cadeia, ou seja, os produtores e os consumidores.

A Polemica Questão dos Preços
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O projeto do CNPQ número 520874-01-3, com o titulo Os supermercados e o consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) orgânicos certificados, com a coordenação geral Dra. Julia S. Guivant e Dra. Maria Fernanda Fonseca e outros colaboradores, desenvolveu a pesquisa realizada no mês de junho de 2002 nos supermercados da cidade do Rio de Janeiro especificamente para comparar os preços dos produtos orgânico, convencional e hidropônico (in natura e higienizado\processado) e o processo de formação de preço do produto orgânico dos produtores até a chegada aos consumidores.

A seguir vamos apresentar alguns resultados desta pesquisa visando uma analise critica sobre o comportamento dos preços das hortaliças orgânicas. Considera-se o mercado da cidade do Rio de Janeiro, o segundo maior mercado consumidor do Brasil com um alto consumo de vegetais per capita, como objeto de analise e como representatividade dos mercados consumidores de vegetais orgânicos nas demais capitais do Brasil.

Foram pesquisadas as redes de supermercados Pão de Açúcar, Casas Sendas, Zona Sul, Carrefour e Rede Hortifruti na cidade do Rio de Janeiro, durante o mês de junho de 2003.

Três categorias de produtos foram pesquisados nestes locais:

1. In natura, resultado de cultivo orgânico ou convencional que não passou por nenhum tipo de processamento para a comercialização, mas que está embalado e por vezes rotulado;

2. Hidropônico, produzido em cultivo protegido, sob água com uso de solução nutritiva (adubos químicos e agrotóxicos);

3. Processado / Higienizados, produtos obtidos sob cultivo orgânico ou convencional que passa por etapas de processamento, higienização e tratamento para a comercialização.

A pesquisa comparou os preços entre produtos ¨in natura ¨convencionais com os orgânicos e a comparação de preços entre os produtos orgânicos e convencionais in natura tem o objetivo de levantar os valores entre estes produtos e entender as razões desta diferença.

Preço produtos orgânicos e convencionais in natura
tabela06

A media dos vegetais orgânicos de 250 % acima do valor dos vegetais convencionais justifica a ¨imagem¨ que o consumidor tem de preço elevado de um alimento orgânico. Realmente é uma diferença que leva o consumidor a criar uma barreira de compra do produto

O tomate salada apresentou a maior diferença de preço (760%). Isto se deve, principalmente: pela elevada dificuldade técnica no cultivo de tomate orgânico, pelo hábito de consumo em saladas difundido entre os consumidores, bem como a divulgação entre os consumidores que a cultura do tomate é a que mais leva agrotóxicos, assim como o morango. (GUIVANT et al., 2003).

A comparação dos preços de produtos hidropônicos e orgânicos já apresentou uma diferença média de 61 %, ou seja os orgânicos são mais caros também. A maior diferença encontrada foi o agrião (137%). A menor diferença encontrada foi no tomate cereja (5%).

Preços médios de produtos hidropônicos e orgânicos in natura em supermercados.
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Entre 1999 e 2003, houve um aumento médio de cerca de 40% no sobre preço sobrado aos consumidores do produto orgânico em relação ao produto convencional embalado e rotulado nos supermercados da cidade do Rio de Janeiro. Também em decorrência deste aumento nos preços praticados, há maiores perdas nas prateleiras dos supermercados, principalmente das verduras. Como não há controle pelos fornecedores destas perdas, os supermercados abusam ao descontá-las deles. (GUIVANT et al., 2003).

Arcando com todos os custos pós-porteira (custo do produto, embalamento, logística, etc.), a margem média de 222% de lucro bruto entre preço pago ao produtor e o preço de venda ao supermercado não cobre as despesas de comercialização das pequenas distribuidoras. Além dos custos, as comercializadoras /distribuidoras respondem por todos os riscos envolvidos na transação e não há parcerias que viabilizem o aumento da escala comercializada. Dentro da cadeia, o supermercado demonstra uma posição confortável, pois não assume riscos de nenhum tipo. Além disso, dispõe de uma gama de fornecedores e pode ajustar os preços e sua margem de lucro livremente. O produto orgânico traz uma imagem positiva para o supermercado pois atende uma necessidade do cliente que demanda por alimentos saudáveis. Para o consumidor final, o preço mais baixo é encontrado nos segmentos de venda direta. (GUIVANT et al., 2003).

Margens de Ganhos do Produtor de Hortaliças Orgânicas
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A análise de preços dos vegetais orgânicos frente aos convencionais demonstra que a diferenças existentes nos valores podem influenciar nas margens de ganhos dos fornecedores. No entanto, quando comparamos as margens para cada segmento da cadeia produtiva das hortaliças, concluímos que os ganhos são diferentes entre os agentes da cadeia de convencionais e os agentes da cadeia de orgânicos.

Margens do produto FLV orgânico e convencional no estado do Rio de Janeiro
tabelaequeijo

A comparação da composição na margem de preços entre o produto orgânico e convencional, demonstra uma inversão de maior margem entre o produtor e o supermercado. No mercado convencional, o produtor fica com três vezes o percentual obtido pelo produtor orgânico. Este fato pode estar indicando que o supermercado tira proveito do “apelo” do produto orgânico (demanda não atendida) para praticar uma margem acima da usada no mercado convencional. (Guivant et al., 2003).

Os preços dos vegetais orgânicos nos últimos 3 anos tiveram um aumento que impediu o consumidor de criar e consolidar um hábito de consumo. Este aumento do produto não beneficiou o produtor, pelo contrário, com uma pequena taxa de crescimento no consumo de vegetais, o produtor não escoa sua produção e nem aumenta. Este impasse é refletido em toda a cadeia produtiva das hortaliças orgânicas, seja na cidade do Rio de Janeiro como em qualquer outra capital. (parte-se do principio que a política de preços e as regras de relacionamento entre as redes de varejo e os fornecedores são as mesmas em todas as capitais).

O Desenvolvimento dos Canais de Comercialização
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Em 2004, o mercado de orgânicos no Brasil encontra-se extremamente capilarizado, e a comercialização se dá sob diversas formas: i)beneficiadoras/distribuidoras; ii)lojas e restaurantes naturais; iii) hotéis; iv) feiras (específicas ou não); v)grandes e pequenos varejistas; vi) centrais atacadistas; vii)hospitais; viii) cestas domiciliares. (Perfil do Brasil Orgânico, 2004). (Perfil do Brasil Orgânico, 2004).

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**Perfil do Brasil Orgânico
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O levantamento realizado pelo Sebrae-RJ, por amostragem em 2004, e o feito pela IFOAM em 2003 apresentam mudança no comportamento do mercado , principalmente nos segmentos associações e feiras (aumento de 13%) e supermercados (diminuição de 12%). O mercado de entregas à domicílios também decresceu cerca de 2% e o de lojas e empresas comerciais aumentou 3%. (Perfil do Brasil Orgânico, 2004).

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 PNUD como Parceiro no Desenvolvimento de Trabalhos Sociais

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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem como objetivo principal o combate à pobreza. Em resposta ao compromisso dos líderes mundiais de atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), o PNUD adota uma estratégia integrada, sempre respeitando as especificidades de cada país, com apoio à implantação de políticas públicas e desenvolvimento local integrado, prevenção de crises e recuperação de países devastados, a utilização sustentável da energia e do meio ambiente, a disseminação da tecnologia da informação e comunicação em prol da inclusão digital, e a luta contra o HIV/AIDS. A seguir, as ações sociais mais recentes do programa.

Ajuda ao Haiti

O país é um dos 50 mais pobres do mundo, de acordo com o relatório Países Menos Desenvolvidos 2006, elaborado pela UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), com o apoio do PNUD e de outras agências da ONU. Assim, os principais membros da comunidade internacional devem estar presentes em Porto Príncipe para estudar formas de apoio ao país, em evento organizado pelo governo haitiano com a presença do GNUD (Grupo das Nações Unidas para o Desenvolvimento) – organismo liderado pelo PNUD que visa ajudar os países a coordenarem as ações relacionadas ao desenvolvimento. Além do beneficiamento das famílias locais, estão planejados investimentos em marketing, na participação em feiras no Brasil e fora do país, em testes laboratoriais para atestar a qualidade dos produtos, em assistência jurídica para os associados e no mapeamento de espécies em áreas ainda não exploradas do município.

Bandeirantes apóiam ODM

Incentivado pelos escoteiros, o movimento bandeirante aderiu à campanha em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O passo inicial foi a realização de uma palestra sobre prevenção de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) para os jovens que participam do 3º Jamboree Nacional, o principal encontro brasileiro de escoteiros. Uma das iniciativas desenvolvidas pelos bandeirantes é o projeto Cultura da Paz – Combate a Fome, que incentiva a criação de hortas nas periferias das grandes cidades e dá dicas para evitar o desperdício de alimentos

Capacitação e renda para pescadoras

Projeto em Pernambuco vai oferecer cursos gratuitos para que mulheres que vivem da coleta de mariscos possam pelo menos quintuplicar a renda, se tornando camareiras ou técnicas em manipulação de alimentos. O projeto, chamado Mãe Maré, faz parte do Programa de Inclusão Produtiva de Jovens, uma parceria do governo federal e do PNUD.

Cidade de pior IDH recebe projetos

Projetos públicos e da iniciativa privada tentam tirar das cinzas o município de Manari (PE), considerado o de menor Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil, após a publicação do Atlas de Desenvolvimento Humano, do PNUD. A gestão de boa parte do dinheiro e dos programas de capacitação ficou por conta do Projeto Renascer, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Cidadania. Seus programas são implantados por meio de uma parceria entre o Estado, organizações não-governamentais e empresas privadas, sempre voltados aos jovens. São cursos de apicultura, piscicultura, horticultura, gestão de novos negócios, informática, teatro e agricultura familiar.

Curso ensina a gastar recurso ambiental

O projeto Apoio às Políticas Públicas na Área Ambiental, executado pelo Ministério do Meio Ambiente – junto ao PNUD -, tem como um dos objetivos o de descentralização das ações na área ambiental . A capacitação esclareceu dúvidas como o que pode ou não ser comprado com o dinheiro, como prestar contas do que está sendo gasto e de que forma demonstrar que o trabalho proposto está sendo executado. Cursos desse tipo ocorrem mais de uma vez por ano e reúnem representantes de organizações não governamentais, prefeituras, associações, cooperativas e universidades de diversas partes do país que desenvolvem os projetos.

Desenvolvimento humano terá aula on-line

Oferecido pela escola virtual do PNUD, curso ensina desde conceitos básicos até como interpretar indicadores e relatórios sobre o tema. O curso baseia-se em duas formas de aprendizagem: uma individual, na qual o aluno deve estudar a partir de vídeos e de um pacote de leituras básicas, e outra on-line, na qual ele deve participar de fóruns, revisando e comentando os trabalhos de seus colegas e recebendo assessoria dos professores. As aulas serão ministradas por professora especialista em gestão ambiental. Criada com a proposta de usar a tecnologia da informação para promover o conhecimento sobre o desenvolvimento humano e gerar redes de troca de informações sobre o tema, a escola virtual do PNUD foi inaugurada na América Latina este ano. Ela conta com o apoio de mais de 24 equipes que produzem os Relatórios de Desenvolvimento Humano na região, já realizou 18 cursos e atendeu 530 pesquisadores e estudantes.

Eleições no Congo

Após 40 anos sem democracia, escolha de novos líderes é pacífica, surpreende observadores internacionais e marca recomeço difícil. A nova administração, segundo representantes da ONU e do PNUD no Congo, precisará superar a cultura da impunidade vigente, reorganizar as forças armadas, propor novas formas de gerência de recursos naturais e trabalhar pela reconciliação política. Outro grande desafio será o de contornar a crise humanitária, onde quase 1.200 pessoas morrem a cada dia no país devido aos efeitos da pobreza, como desnutrição e falta de acesso à água potável, além dos altos índices de violência.

Energia solar

Placas solares começam a mudar bairro mais pobre de Bom Jesus das Selvas, município no Maranhão em que 75,4% vivem na pobreza A implantação ocorreu em setembro do ano passado, com um sistema de captação de energia solar na Escola Municipal Tancredo Neves, uma iniciativa do PRODEEM (Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios), realizado pelo Ministério de Minas e Energia com apoio do PNUD.

Evento promove o uso de arma não-letal

Seminário tenta disseminar no Brasil tecnologias mais apropriadas para deter conflitos. Entre os dispositivos não-letais utilizados no país estão os sprays de pimenta, as balas de borracha, as bombas de gás lacrimogêneo, pistolas elétricas. Agora, promove-se inserção de tecnologias mais modernas, como pistolas que emite m ondas e paralisam carros, e que lançam uma rede com uma espécie de cola que imobiliza pessoas. A programação inclui também grupos de trabalho sobre segurança prisional, segurança de eventos, distúrbios civis, policiamento ostensivo, operações especiais, segurança orgânica e externa, e direitos humanos. O PNUD apóia o seminário e está financiando as passagens de alguns palestrantes estrangeiros.

Governo prepara rede de ensino ambiental

A iniciativa é parte de um programa do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o PNUD, que vai selecionar grupos de educadores de várias partes do Brasil que desenvolvam projetos de ensino na área ambiental. A idéia é formar uma rede de trabalho para que os educadores troquem experiências, sejam ajudados por técnicos do ministério e, posteriormente, façam atividades financiadas pelo governo.

Indústrias fazem planos pró-IDH no Rio

A FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) lançou um programa para ajudar a elevar o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – uma adaptação do IDH aos indicadores regionais) do Estado. A idéia é envolver setor público, instituições privadas e outros segmentos da sociedade. Entre as metas e objetivos do documento estão a garantia do suprimento energético de longo prazo, melhoria e integração nas áreas de transporte, promoção do uso e ocupação organizada do espaço urbano, realização de ampla reforma tributária, promoção de políticas que garantam a segurança, transparência, ética e eficiência no uso de recursos públicos, erradicação do analfabetismo, melhor qualidade da educação básica, promoção da formação profissional técnica e superior alinhada aos pólos econômicos do Estado e realização de um choque de gestão nos sistemas de saúde estaduais.

Instrumentos musicais contra pobreza

Um projeto elaborado pela UCG (Universidade Católica de Goiás) vai ajudar jovens pobres de Goiânia a criar empresas e cooperativas em áreas que vão da reciclagem de materiais à panificação, passando pela fabricação de instrumentos musicais (luteria). Batizada de Protagonismo Juvenil: Uma Alternativa para Inclusão Produtiva, a iniciativa terá recursos do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome com o apoio do PNUD.

Luz impulsiona produção de doces no RJ

Com energia elétrica, povoados de Parati (RJ) formam uma cooperativa para fabricar doces a partir de bananas, batatas-doces e abóboras cultivadas na região. A iniciativa já tem clientes certos: a prefeitura e o Estado, que vão incorporar os alimentos à merenda das escolas públicas. Os equipamentos que serão utilizados, foram disponibilizados pela Eletronorte, parceira do programa Ações Integradas – braço do Luz para Todos que tem apoio do PNUD e é responsável por desenvolver atividades produtivas em comunidades que acabaram de receber energia elétrica.

ONG que combate HIV concorre a prêmio

Organização que realiza atividades de combate à Aids no Ceará concorre a um prêmio internacional da ONU. O GAPA (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids), de Fortaleza, atende cerca de 10 mil pessoas por ano, com projetos, palestras, stands de informações, treinamentos, orientação jurídica e outras ações. A iniciativa concorre ao Prêmio Laço Vermelho, organizado pelo PNUD internacional e pelo UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS). São cinco categorias: promoção do acesso ao tratamento e apoio de pessoas infectadas, combate à discriminação dos portadores, promoção de programas de prevenção a Aids, apoio a crianças órfãs pela doença e iniciativas que contribuíram para diminuir as disparidades de gênero – na qual se insere o GAPA.

Ônibus não-poluente inicia testes em 2007

Protótipo que vai trafegar na Grande São Paulo usará hidrogênio como combustível e terá estrutura adaptada a deficientes físicos. Em comparação aos motores de combustão interna, as células de hidrogênio produzem menos poluição atmosférica e sonora. Há expectativa de que em 25 anos, um terço da frota da região seja movida à hidrogênio, e que a tecnologia possa ser exportada para os países desenvolvidos.

Padaria para tirar jovens da pobreza

Curso em Florianópolis capacita 60 jovens de baixa renda para que eles possam não só fazer pães, mas montar sua própria confeitaria O projeto é uma das iniciativas contempladas pelo Programa de Inclusão Produtiva de Jovens, realizado pelo PNUD e pelo governo federal. Os alunos devem ter entre 18 e 24 anos e uma renda familiar de até um salário mínimo. Para a escolha, serão levados em conta também o local onde cada um dos jovens mora e se eles têm familiares com doenças crônico-degenerativas.

Plano quer direitos humanos na licenciatura

Um plano de direitos humanos, em fase final elaboração, vai propor a inserção do tema na grade curricular dos cursos de licenciatura do Brasil. O objetivo é, por meio do aprofundamento do assunto junto aos educadores, disseminar os direitos humanos junto aos alunos do ensino básico do país. Desenvolvido pela SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos) em parceria com o PNUD e chamado Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, o documento abrange também as áreas de pesquisa e extensão. O plano ainda prevê o desenvolvimento de projetos culturais e educativos de luta contra a discriminação; a produção de materiais pedagógicos voltados à educação em direitos humanos; o apoio à incorporação da educação em direitos humanos como base para os planos municipais e estaduais de educação; e a inserção da leitura e discussão do Estatuto da Criança e do Adolescente nos projetos pedagógicos das escolas.

Planta amazônica tem verba para marketing

Um projeto no município de Silves (AM) que visa gerar renda para famílias pobres por meio da fabricação de produtos à base de plantas amazônicas vai receber financiamento. Os recursos serão usados para dobrar o número de domicílios beneficiados e difundir os produtos em outros mercados. Chamada Projeto Comunitário de Produção Sustentável de Óleos Essenciais da região de Silves, a iniciativa é desenvolvida pela AVIVE (Associação Vida Verde da Amazônia), formada praticamente só por mulheres.

PNUD cria fórum virtual de reforma política

Site visa ampliar o debate sobre questões como corrupção, orçamento público e voto obrigatório, abordadas no livro Reforma Política no Brasil, com o Fórum de Debates Interativo sobre a Reforma Política, criado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em parceria com o PNUD. A cada semana, um dos estudiosos que participam do livro publicará no Fórum um texto sobre um dos pontos relativos a reforma. Para o PNUD, a ferramenta contribuirá para subsidiar uma discussão pública sobre a democracia no Brasil.

PR vai estimular ação voluntária

Trinta municípios do Paraná vão desenvolver ações conjuntas para promover os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A estratégia é estimular universitários, associações de bairros e órgãos municipais a realizarem atividades voluntárias que ajudem a diminuir a pobreza e a melhorar o meio ambiente e as condições de educação e saúde da região. A iniciativa faz parte do projeto Levar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para a Comunidade, realizado pelo PNUD e pelo UNV (Programa de Voluntariado das Nações Unidas) com outras instituições.O objetivo da parceria, de acordo com a AMUSEP, é melhorar a qualidade de vida dos municípios.

Prêmio estimula ação comunitária pró-ODM

Uma iniciativa liderada pelo PNUD internacional vai premiar cinco projetos comunitários que combinem geração de renda e preservação da biodiversidade. Trata-se do Prêmio Equatorial 2006, que busca incentivar práticas que aliem melhoria social e preservação ambiental em todos os países em desenvolvimento entre os trópicos. A idéia é dar maior visibilidade às ações de pequenas comunidades, que, apesar de não terem amplo alcance, são, segundo as Nações Unidas, fundamentais para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015.

Projeto levará ODM para escola indígena

Um projeto desenvolvido por um especialista de políticas sociais das Nações Unidas planeja inserir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nas salas de aula das aldeias do Mato Grosso do Sul. O primeiro passo será um seminário de capacitação, destinados a professores, agentes de saúde, lideranças indígenas e funcionários públicos que atuam com os índios. O PNUD não pode intervir na questão da terra, mas ajudará a melhorar a qualidade do ensino, para ajudar a promover o desenvolvimento humano sustentável. O projeto ainda pretende realizar campanhas sobre a importância do estudo, com um trabalho de sensibilização para que os índios terminem o ensino médio. Também serão oferecidos cursos profissionalizantes nas áreas de agricultura, marcenaria, artesanato e turismo.

Projeto que tira sal da água dobra alcance

Investimento do BNDES deve expandir recuperação de água salgada para 10 Estados, com prioridade para as localidades de menor IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros, feita pelo PNUD e outros parceiros) Ele consiste na instalação e recuperação de dessalinizadores, usados no aproveitamento de águas subterrâneas com alto teor de sal para o consumo humano. Em Alagoas e Sergipe, o programa já funciona com o apoio da Petrobrás. Na Paraíba, o auxílio parte da Fundação Banco do Brasil. O Água Doce atende ainda Pernambuco e Bahia.

Saneamento terá base de dados digital

Dados sobre água e esgoto e indicadores como perda de faturamento e consumo de água per capita já podem ser visualizados em mapas. Isso será possível com a implantação pelo SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) de um software de georreferenciamento. O instrumento tem seu uso incentivado pelo PNUD para aprimorar a gestão dos recursos públicos.

SC planeja ter maior porto do Sul do Brasil

Um plano de desenvolvimento elaborado pelo governo catarinense com o apoio das 30 regiões administrativas catarinenses e do PNUD, tem entre suas prioridades transformar um dos portos de menor movimento de cargas do Sul, na principal plataforma de exportação da região. O objetivo é aproveitar a estrutura logística de estradas e ferrovias que levam ao porto de Imbituba, para incentivar as empresas a escoarem sua produção pelo local e, dessa forma, estimular a economia de Santa Catarina. Porém para ser concretizado, devem ser realizadas mudanças como a ampliação da capacidade do porto e o seguimento de rotas marítimas.

SE troca palafita por bairro e salva mangue

A iniciativa faz parte das atividades mostradas na Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, promovida pelo Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, em parceria com o PNUD: o diálogo entre o poder público e a comunidade foi a receita do sucesso de um projeto em Aracaju que conseguiu oferecer moradia, saúde e educação a 650 famílias que viviam em palafitas sobre o mangue e recuperar a biodiversidade da área antes ocupada irregularmente. O projeto da capital sergipana, que recebe o nome de Programa Sócio-Ambiental no Bairro Coroa do Meio, teve início em 2003, quando a Prefeitura procurou os moradores da região para discutir uma solução junto às famílias que viviam irregularmente em áreas de preservação ambiental. Com tantas mudanças, o caráter ambiental do projeto ganhou apoio da população. O trabalho de recuperação do mangue já conseguiu recuperar boa parte do bioma, que agora é protegido pelos próprios moradores.

Solidariedade à bairro pobre de SC

O bairro beneficiado será a Vila Aparecida, onde a maioria dos moradores sobrevive como catador de papel, diarista ou servente de pedreiro. A ação faz parte da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, organizada em Santa Catarina, pelo COEP (Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela vida), em parceria com várias entidades e com o apoio do PNUD. As ações têm como inspiração o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.

Turismo para gerar renda a jovens

Um projeto em João Pessoa, na Paraíba, vai capacitar jovens de quatro comunidades pobres do município e ajudar a impulsionar o turismo rural. A iniciativa será acompanhada de investimentos em paisagismo em sítios da região e em reformas de prédios históricos. O objetivo é que as medidas fortaleçam esse tipo de turismo e contribuam para incluir esse segmento da população no mercado de trabalho. Ainda em fase inicial de implantação, o projeto terá recursos do Programa de Promoção da Inclusão Produtiva de Jovens, concebido pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome com o apoio do PNUD. Intitulado Apoio ao Turismo Rural Sustentável, o projeto pretende qualificar prioritariamente jovens de famílias pobres, cuja renda mensal gira em torno de um salário mínimo Duas das exigências são para que as propostas tenham o apoio do PNDU e que sejam implementadas no prazo máximo de um ano.

Universitários aderem aos ODM

Estudantes de faculdades públicas e privadas de Natal vão implantar, em comunidades pobres da capital do Rio Grande do Norte, ações em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Divididos em pequenos grupos, os universitários vão escolher uma das metas estipuladas pela ONU – em relação à fome, educação, igualdade de gênero, mortalidade infantil e materna, Aids e outras doenças e sustentabilidade ambiental – e desenvolverão, ao longo do ano, atividades relacionadas ao tema selecionado. Ao final do trabalho, eles farão um relatório para indicar os resultados que foram alcançados. A atividade é desenvolvida em parceria com o PNUD e com o UNV (Programa de Voluntariado das Nações Unidas). Os estudantes serão supervisionados por professores de suas universidades. Eles deverão apresentar a cada três meses, um relatório sobre as atividades e, no final do projeto, um texto apontando os resultados obtidos. Os documentos serão analisados por uma comissão formada pelo PNUD, UNV e Natal Voluntários, que entregará um certificado aos alunos participantes.

 Prêmio pró-inclusão digital

Comitê para a Democratização da Informática vai destacar as três instituições privadas que doaram mais computadores em 2005 além de avaliar a qualidade das máquinas cedidas.

 

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 Resumo Executivo Bimestral

 Nacional
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resumo1* A Câmara Brasil Alemanha promoveu no dia 06 de fevereiro o “Seminário Preparatório de Expositores para a BioFach 2007″. O evento ocorreu no Club Transatlântico em São Paulo. Durante o seminário Michele Candeloro falou sobre o apoio da APEX Brasil ao setor orgânico e a promoção da imagem do Brasil no exterior. Ming Liu (Projeto Organics Brasil) apresentou um panorama do mercado europeu de produtos orgânicos e Michel Haddad (AHK) trouxe uma palestra sobre como exportar para Alemanha.

* O primeiro mercado permanente de orgânicos do Brasil está sendo construído na cidade de Curitiba e tem previsão para finalização da obra no final de 2007.O terreno para a construção foi cedido pela prefeitura e o ministério investirá cerca de R$ 2 milhões na obra. Neste espaço haverá ainda uma área reservada para cursos e palestras sobre a preparação de alimentos e produtos orgânicos. O presidente da Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná, Moacir Darolt informou que a procura por produtos orgânicos no estado é 35% maior que a oferta desses produtos.

* A Casa Santa Luzia, supermercado tradicional da cidade de São Paulo, importou dos Estados Unidos, vários produtos da linha Pacific Natural Foods. A linha tem uma série de produtos ligados à alimentação saudável, entre os quais uma certificada como orgânico. São chás, sopas, caldos, cremes e leites diversos. Os produtos se destacam por serem livres de lactose, sem glúten e orgânicos.

* O Ministério do Desenvolvimento Agrário está elaborando um diagnóstico de oferta de produtos orgânicos da agricultura familiar e incluirá frutas orgânicas nesta iniciativa. O MDA apoiou a presença de pequenos produtores de café da Bahia e de Minas Gerais na BioFach 2007. Diversos produtos ocupavam o espaço brasileiro como: café, cachaça, o açúcar, arroz biodinâmico, barrinha de frutas tropicais, açaí, mel, própolis, conservas, destilado de mandioca, castanhas de caju e do Brasil, roupas de algodão e cosméticos, sucos e outros.

* No mês de março, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria que trata dos preços de mercado e bônus de desconto referentes ao mês de março de 2007, com validade para o período de 10 de março a 9 de abril. Esta medida beneficia agricultores familiares que realizaram financiamentos de custeio no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para as culturas de arroz, milho, soja, feijão, mandioca e para a atividade leiteira. O bônus de desconto é definido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que faz um levantamento diário nas principais praças de comercialização dos preços de mercado dos produtos da agricultura familiar que integram o PGPAF. Os valores do bônus, quando ocorre diferença negativa entre o custo de produção e o preço de comercialização, são divulgados até o quinto dia útil de cada mês. Esses valores valem a partir do dia 10 do mês em curso até o dia 9 do mês seguinte.

* Com investimentos do Sebrae no Piauí, da Fundação Banco do Brasil e do Ministério da Integração Nacional, a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) é uma tecnologia social baseada na agricultura familiar para garantir o sustento de pequenos produtores do Piauí, utilizando recursos hídricos e diversificando a produção. A Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais), está localizadas nos municípios de Padre Marcos e Ipiranga do Piauí, no sul do Piauí. Cada município possui 30 unidades, beneficiando ao todo 60 famílias.

*A ministra Marina Silva abriu no dia 19 de março de 2007, em Brasília, a 20ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional dos Recursos Hídricos (CNRH), em homenagem ao aniversário de 10 anos da aprovação da Lei 9.433, a Lei das Águas, e dos que trabalharam pela sua aprovação. Em reconhecimento a pessoas que atuam em favor da preservação e gestão daquele patrimônio natural, Marina Silva presidiu a cerimônia de entrega de placas de agradecimento ao ex-senador Bernardo Cabral, relator do projeto da Lei das Águas no Senado Federal, e ao ex-ministro do Meio Ambiente e ex-presidente do CNRH, José Carlos Carvalho.

* Um estudo encomendado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a Embrapa Monitoramento por Satélite demonstrou que o Brasil é o país que menos desmatou suas florestas no mundo. Mais de 75% das florestas mundiais já desapareceram e, do pouco que restou, o Brasil responde sozinho por 28,3% do total. O estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite relaciona estes dados com os de outras regiões. De acordo com o levantamento, a Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais, 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso, a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas, agora tem 41,4% e o grande responsável por esses remanescentes é o Brasil.

Internacional
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* A BioFach 2007, maior feira de produtos orgânicos do mundo foi realizada na cidade de Nurembergue, Alemanha e recebeu mais de 45.000 pessoas vindas de 116 países interessadas no mercado orgânico.O Brasil esteve presente como expositor em belo estande na BioFach 2007, e, com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), a APEX-Brasil levou 36 expositores a Nuremberg, entre representantes de 25 empresas, quatro associações e sete cooperativas de 13 estados.

*A Vivaness, feira de cosméticos naturais voltados para o crescente mercado de wellness apresentou 2.566 expositores e aconteceu paralela a BioFach.

* A República Popular da China quer exportar o alimento orgânico em grande escala, de acordo com o governo local. Ajustar as bases nacionais para a produção orgânica é prioridade elevada. As colheitas orgânicas na China conseguem 20-40 % de preços mais elevados do que pelo modo de produção convencional. O fundo internacional das nações para o desenvolvimento da agricultura (IFAD) vê a China como um produtor orgânico em grande escala no futuro.

* O supermercado orgânico de Grunwald, em Moscou, Rússia, era um projeto esperado a muito tempo. Foi inaugurado em novembro de 2006 com muitas novidades como: prateleiras e janelas de exposição , feitas com madeira natural, padaria orgânica própia, confeitaria, um café para adultos e crianças e ainda equipamento para produzir o chocolate handmade, um salão de beleza com cosméticos naturais e espaços para preparar alimentos semi-prontos.

* Cerca de 20.500 agricultores orgânicos austríacos plantaram cerca de 400.000 hectares com insumos orgânicos, utilizando esterco animal ou composto. Comparações de emissões de gases de efeito estufa na agricultura, mostra que a produção orgânica tem menores emissões que a prática convencional. A emissão de gases é reduzidos por quase 90%. Especialistas no assunto estimam que aproximadamente 400 a 800 milhões de toneladas de carbono devem ser absorvidas das fazendas no mundo usando métodos da agricultura orgânica.

* Quinze novos supermercados orgânicos foram lançados somente nos três primeiros meses do ano na Alemanha. Sendo o ano recorde, espera-se somente este ano 60 novas lojas. No meio deste ano, é esperado que a barreira de 400 lojas de orgânicos na Alemanha sejam alcançadas.

Projetos e Eventos
* O Programa de Hortifruticultura Orgânica da Zona da Mata, existe há apenas três anos, mas tem gerado bons resultados na Zona da Mata do estado da Paraíba. Segundo Nilton Novaes, consultor e agrônomo do projeto, no início do projeto, eram atendidos seis municípios, com 78 famílias beneficiadas e hoje o programa abrange 11 cidades e atende 200 famílias, que receberam, nos últimos anos, mais de 22 mil mudas selecionadas para o programa.O Programa, atua na orientação aos agricultores, da muda até o cultivo das plantas, por meio de inseticidas e adubos naturais.

* O projeto “Rede de Propriedades Familiares Agroecológicas” conduzido pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) em parceria com a Petrobrás (projeto Xisto Agrícola) e Ministério do Desenvolvimento Agrário realizou um encontro entre agricultores, técnicos e lideranças locais em Rio Azul (150 km de Curitiba). Foi realizado um dia de campo sobre produção de uvas e frutas vermelhas em sistema orgânico. Durante todo o dia, os participantes discutiram técnicas para produção de amora, morango, framboesa e uva rústica.

* Dia 10 de fevereiro, o projeto Repórter Eco comemorou 15 anos. O programa estreou durante a Eco-92, no Rio de Janeiro, em 1992, como um telejornal diário. Além de realizar uma cobertura completa do evento, o Repórter Eco foi pioneiro no noticiário ambiental através dos principais eventos socioambientais que aconteceram no mundo, já na forma de revista semanal.

* Os dias 21 e 23 de março foram marcados pelo 6º Fórum das Águas para o Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, em Belo Horizonte. O Fórum teve como enfoque central o seguinte tema: “Enfrentando a Escassez das Águas”. O evento foi realizado através de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), o Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea/MG), com execução do Instituto EKOS para o Desenvolvimento Sustentável.

* O Projeto Ambientes Verdes e Saudáveis, uma proposta de integração de políticas públicas na capital paulista, está treinando 5.700 agentes comunitários de saúde e proteção social já atuantes nas suas comunidades, que durante o período de março a julho, vão aprender, discutir sobre temas estratégicos para a saúde da população como Lixo, Água e Energia, Biodiversidade, Convivência Saudável e Zoonoses entre outros. O Projeto é uma iniciativa integrada da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Secretaria Municipal da Saúde e Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, com o apoio do Ministério da Saúde e do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente), entre outras instituições internacionais, organizações nãogovernamentais e universidades. No total, estão sendo investidos US$ 4.490.359,00, um investimento inédito na prevenção básica de problemas ambientais que atingem diretamente a população.

A primeira edição do SustentArq aconteceu no dia 26 de Março de 2007 e teve por objetivo promover a conscientização profissional, a necessidade de capacitação em modelos sustentáveis no setor produtivo da construção e divulgar o Programa de Capacitação ANAB Brasil. O SustentArq é o único programa completo disponível no mercado brasileir


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