Relatório Nº 3

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 RELATÓRIOS DE MERCADO

 Agosto/Setembro 2006

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Panorama do Setor de Carne Bovina Orgânica
Uma Oportunidade de Investimento





gadocorte


Cenário da Carne Orgânica na Europa






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Cenário da Carne Orgânica no Brasil





 NOTÍCIAS EM DESTAQUE

 

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Sebrae: Aumentando a Sustentabilidade e a
Produção de Orgânicos no Território Brasileiro

 



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Resumo Executivo Bimestral (Dezembro / Janeiro)

  

  

  

  

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 Panorama do Setor de Carne Bovina Orgânica

   

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Uma Oportunidade de Investimento
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 O desenvolvimento da pecuária orgânica no Brasil representa uma grande oportunidade de investimento. Maior produtor e exportador mundial de carne bovina, com o maior rebanho bovino do mundo e o único país com reais possibilidades de aumento de produção em sistemas agroecológicos para produzir alimentos orgânicos de origem animal.

Cenário Geral.

As redes e alianças, de produção e consumo de carne bovina, com garantia de qualidade “orgânica” se fará cada vez mais necessário para o desenvolvimento da cadeia da carne.

Se o consumidor aumenta sua demanda pela carne orgânica, as marcas terão interesse de fornecer o produto. Este interesse permeia toda a cadeia de carne bovina convencional e o segmento industrial do processamento acaba sendo empurrado para se adequar às exigências para a carne orgânica.

 

Perspectivas Futuras do Consumo Mundial de Carne Bovina
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Considerando o panorama geral relacionado á demanda de carne bovina descrito acima, pode-se imaginar a complexidade para descrever perspectivas futuras sobre o consumo de carne bovina para os próximos anos. Em estudo realizado pela Organización para la Cooperacion y el Desarrollo Económico, OCDE, e Food and Agriculture Policy Research Institute, citado por Raul Green, o consumo de carne bovina tende a aumentar até 2010 com uma taxa anual da ordem de 1%.

Outros autores em diversos estudos, citados por Raul Green (Delgado et al, 1999; Chatelier et al, 2003; Guesdon et al, 2001), evidenciam que os mercados em desenvolvimento como: Oriente Médio, África do Norte, China e Brasil, apresentam uma dinâmica voltada para o aumento de consumo da carne bovina. Diferente tendência dos países desenvolvidos que indicam um aumento para as carnes brancas e pescados.

As tendências para a União européia, segundo os estudos de Raul Green, indicam a uma diminuição do consumo de carnes bovinas, uma gradual substituição no consumo de carnes bovinas por carnes brancas, uma forte desigualdade de comportamento entre os mercados de cada país e um nível de produção inferior ao consumo interno em países como: Reino Unido, Itália, Grécia, Portugal e Suécia.

Segundo Delgado et al, 1999, a carne bovina tem uma estimativa de aumento de 4.000 mil toneladas e.c., nos países desenvolvidos e 25.000 mil toneladas e.c., nos países em desenvolvimento. Estas estimativas podem ser constatadas no quadro 10, Projeção de Consumo Mundial de Carnes.


 

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Brasil – Cenário Geral do Setor de Carnes
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Na década de 90, o setor agropecuário apresentou um cenário difícil. Os empreendimentos agrícolas (principalmente o setor de grãos na região Centro Oeste e demais culturas nas regiões Sul e Sudeste) não apresentavam resultados compensatórios para os produtores. Este fato promoveu uma migração de produtores agrícolas para a atividade da pecuária de corte. O segmento da produção se tornou mais competitivo e alcançou um padrão tecnológico que permitiu o aumento do rebanho, a melhora na taxa de desfrute e o crescimento das exportações de carne.

Segundo Green, o Brasil teve uma expansão acelerada a partir do fim dos anos 90 com o aumento da exportação de carne “in natura”. Os resultados mostram um crescimento que garantiu, desde 2003, um volume superior a um milhão de toneladas equivalente carcaça por ano. O estudo de Green revela que o preço médio unitário da carne brasileira está mais competitivo que o preço da Argentina e, que com o custo menor, a posição do Brasil é privilegiada. Além disto, cita o modelo de “boi a pasto” representa 90% do modelo adotado e vem de encontro aos níveis de exigências sanitárias para ter acesso a mercados diferenciados.

O panorama geral do setor pode ser observado no quadro 11 com os principais indicativos do desempenho do setor segundo dados oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA.


 

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O desfrute do rebanho de 22,35% estimado para o ano de 2006 indica um crescimento de 12,5% em relação a 2002, esta taxa de desfrute reitera a melhoria no desempenho da pecuária de corte no Brasil. Além disto constata-se o aumento do rebanho de 10,7% e, principalmente, um aumento considerável nas exportações, de 118% entre 2002 e a estimativa de 2006. Outro indicativo de eficiência do setor é a diminuição de 40% nos volumes importados, ou seja, o Brasil tem produzido para abastecimento do mercado interno e as importações são voltadas para produtos diferenciados direcionados a nichos de mercado.

 

Cenário Mundial da Carne Orgânica
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A Austrália é um dos principais países produtores de carne orgânica. No início dos anos 90, a Austrália tinha uma área de 150 mil hectares em sistema orgânico, em 2004 esta área foi registrada em 12.1 milhões de hectares, representando 2.6% do total de área agricultável. Este incrível aumento neste período é atribuído as áreas de pastagem para a produção de carne orgânica.

A Argentina possui uma área de produção de alimentos orgânicos de 2.8 milhões de hectares, na sua maioria áreas de pastagens para a exploração pecuária, ou seja 2,3 milhões de hectares, sendo um dos principais produtores de carne orgânica. Esta produção, desde 1996, é exportada para a Europa para países como o Reino Unido, Alemanha e Holanda.

O Brasil está iniciando as atividades de pecuária orgânica e já conta com a presença de duas associações de produtores. O Uruguai também está começando a produzir carne orgânica e 99% das áreas certificadas com sistemas orgânicos são de pastagens para pecuária e 70% do valor total do mercado orgânico provém das vendas de carne orgânica.

O impacto da doença do mal da vaca louca nos Estados Unidos e no Canadá foi um grande motivador para um aumento na produção e no consumo de carne orgânica. Desde 2003 após o aparecimento da doença no Canadá, em ambos países houve um crescimento significativo na produção de carne orgânica.

Segundo publicação de maio de 2003 no Organic Monitor, “The North American Market for Organic Meat products”, as vendas de carne orgânica cresceram 51% em 2005.

Segundo dados do USDA (2001), os EUA é responsável por 24% da produção de carne orgânica no mundo. O trabalho de pesquisa realizou um levantamento nos principais mercados produtores e consumidores da União Européia como: Alemanha, Itália, França, Holanda e Reino Unido.

 


 

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 Cenário da Carne Orgânica no Brasil



frigorificoO comportamento sobre o consumo de carne foi totalmente alterado nos últimos anos, principalmente, pelas ocorrências de risco á saúde publica. O mercado de carnes bovinas foi influenciado diretamente pela doença Encefalopatia Espingiforme Bovina (EEB) e dos surtos da febre aftosa ocorridos em diversos países.

A construção das novas formas de organização na cadeia da carne bovina, definiram um perfil de redes e alianças no final da década de 80 quando a atividade de pecuária de corte estava iniciando sua expansão na região Centro Oeste. Este momento de expansão tem como referência o avanço nos estudos do melhoramento genético animal iniciado pelas centrais de inseminação artificial e com alguns criadores em experiência na venda de animais de genética superior. Iniciava-se o desenvolvimento de um novo padrão tecnológico no segmento da produção que posteriormente contribuiu para o fomento de uma nova dinâmica na cadeia agroalimentar da carne.

Todo este movimento na cadeia agroalimentar da carne é movido pelas novas demandas de mercado consumidor. As redes e alianças estudadas, assim como demais iniciativas existentes , representam uma adequação do setor a dinâmica da cadeia agroalimentar da carne nos últimos trinta anos.

A Associação Brasileira de Pecuária Orgânica Certificada, ABPO, foi criada em 2001 com o objetivo de fomentar a produção de carne orgânica no Brasil. A estratégia da ABPO foi buscar parceiros para atuar na construção da rede de carne orgânica. Atualmente a ABPO conta com um grupo em torno de 23 associados, alguns já com suas unidades de produção certificada e outros em processo de certificação.

Desde sua fundação a ABPO realizou diversas parcerias, entre elas destacam-se até hoje: Embrapa, Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte, CNPGC, Campo Grande, MS; Embrapa, Centro Nacional de Pesquisa Agropecuária do Pantanal, CNPP, Corumbá, MS; Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural, IBD, Botucatu, SP; Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, ESALQ, Piracicaba, SP. Além destas parcerias, a ABPO teve experiência com o setor industrial em acordos com o segmento de frigoríficos, todos já certificados e habilitados para o abate de animais orgânicos, a saber: Independência – SP, Minerva-SP, Margem – MS e Bertin – MS.

A Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos, ASPRANOR, foi fundada em 2004, na região de Tangará da Serra, estado do Mato Grosso, tem objetivo de atuar em diversos setores da produção animal, incluindo a pecuária bovina, suína, ovina e as aves. Nasceu da iniciativa conjunta de produtores pecuaristas com objetivo de organizar a rede de produção, comercialização e consumo de carne orgânica proveniente de sistemas de produção animal orgânico certificado.

Além das normas para a produção orgânica, a associação criou critérios técnicos para os produtores em relação ao padrão do animal a ser fornecido para o mercado. Os machos devem estar acima de 13 arrobas e as fêmeas acima de 12 arrobas. O pagamento do associado é mensal, R$ 150,00, e existe uma contribuição de R$ 2,00 por cada cabeça abatida. Atualmente a associação tem 16 associados, sendo 7 já certificados e 3 em processo de conversão. Existem 4 associados de pecuária de leite já certificados e 2 produtores de carne de vitela em processo de conversão. A área total é estimada em 30 mil hectares de pastagem.

A iniciativa provocou um interesse da rede Carrefour, também proprietária (e/ou arrendatária) de fazendas no estado do Mato Grosso, em participar também da rede de produção. O frigorífico Friboi também participa da rede e é responsável pelo abate, processamento e distribuição de toda carne orgânica produzida pelos associados. O Frigorífico Friboi lançou uma nova linha de carnes bovinas orgânicas com a marca “Organic Beef Friboi”. O grupo realizou investimentos no desenvolvimento de 23 cortes especiais em porções de 1,5 Kg a 2 Kg, de miúdos e de carne moída, além de congelados em bandejas e a primeira linha de Hamburger orgânico do Brasil. Todo o marketing realizado é voltado para consumidores mais esclarecidos e seletivos. A relação da associação com o grupo Friboi tem caráter de exclusividade.

A ASPRANOR criou uma marca chamada “Orgânico Boi D”Terra”, todos os produtos lançados pelo grupo Friboi levam a marca e logomarca da associação. Esta marca é de propriedade da associação e todo associado tem direito de usar a logomarca nos seus produtos. A rede conta com a parceria do Instituto Biodinâmico como parceiro no processo de certificação das fazendas e do processamento industrial no frigorífico. A certificação é relativa tanto ao processo de produção, processamento como ao produto que leva o selo de certificação.

No Estado do Paraná existem 8 iniciativas atualmente. O abate atinge 35.300 cabeças por ano e existem 136 pecuaristas envolvidos. Todas as redes e alianças possuem critérios de certificação para mercados interno e externo. Em reportagem na Revista DBO leilões, de abril de 2006, são apresentadas as 8 redes e todas apresentam características similares as pesquisadas neste trabalho.

 

 

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 Cenário da Carne Orgânica na Europa



No quadro abaixo apresentamos o quadro de produção e consumo de carne orgânica bovina. A Alemanha é o maior produtor e consumidor, a França e o Reino Unido, aumentaram sua produção de forma significativa de 2000 para 2001. A produção de carne orgânica na Alemanha representa 3,2% de toda a produção de carne, na França 2,2%, na Itália 1,6%, na Holanda 0,3% e no Reino Unido 0,7%. (dados de 2001, Organic Marketing Initiatives and Rural Development, 2004).


 

 

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Observa-se que a Alemanha e Itália já produzem uma maior quantidade do que o consumo interno, ao contrário do Reino Unido que possui um consumo maior do que sua produção interna. O quadro a seguir apresenta os valores de importação, em toneladas, de carne bovina, ovina e caprina em 2001. Tanto a Holanda como o Reino Unido não possuem produção suficiente para atender a demanda de consumo, com isto os valores importados foram aumentados quando comparamos 2000 e 2001.

Observamos que a Itália e o Reino Unido foram os maiores importadores de carne bovina entre os países analisados.

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O percentual de carne orgânica importada em relação ao consumo total da produção orgânica interna, é de 2% na Alemanha, 3% na França, 26% na Itália, 48% na Holanda e 40% no Reino Unido. Este alto percentual no Reino Unido é explicado pelo retorno do risco da doença BSE nos rebanhos e a exigência do consumidor em comprar uma carne com segurança. Na maioria dos países a produção de carne atende a demanda, com exceção da Itália e Reino Unido. A maior quantidade de carne orgânica exportada foi da Alemanha, fato explicado pela quantidade produzida (45.000 toneladas) ser bem maior que a quantidade consumida (28.000 toneladas). A Alemanha exportou 13% do total de vendas de carne orgânica, a França chegou a 2% e os demais países não apresentam quantidades exportadas significativas.

De acordo com o Organic Marketing Initiatives and Rural Development, 2004, a Irlanda, Áustria e Alemanha foram os países com abastecimento em carne orgânica. A Irlanda chegou a uma relação de 244% de excedente em relação a sua demanda, este excedente foi todo exportado para o Reino Unido. A Holanda, o Reino Unido e a Grécia tiveram um déficit entre 52% e 62%, entre produção e demanda de consumo.

Pelos levantamentos existentes, os países exportadores de carne orgânica para Europa, durante os anos de 2000 e 2001, foram Argentina, Republica Tcheca e a Polônia. No mesmo período, as maiores demandas para carne orgânica foram apontadas para a Espanha, Luxemburgo, Grécia e Finlândia.

O levantamento sobre os preços dos alimentos orgânicos em relação à carne orgânica aponta que a média da Europa é de E$ 319 por 100 kilos de carne. Os preços na Bélgica, Espanha, Grécia , Itália e Luxemburgo, estiveram 20% acima da média de preços da Europa.
No quadro abaixo os preços praticados em relação à média de preços da Europa, além do prêmio pago aos produtores

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Os preços no mercado consumidor apresentam, quando comparada à média de preços da Europa, um prêmio de 77% na Alemanha, 50% na França, 123% na Holanda e 70% no Reino Unido. Na Itália constatou-se um deságio de 31%.

 

Análise do Mercado de Carne Orgânica na Europa
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A relação entre as exportações e importações de carne orgânica pela Europa no período de 2001 foi de 8.500 toneladas exportadas e 9.168 toneladas importadas, um saldo de 668 toneladas. Dos países estudados os que possuem maior potencial para importar são, por ordem e tamanho da demanda, Reino Unido, Itália, França e Holanda. Para os produtos de origem animal, o mercado europeu apresenta características que devem ser consideradas como o nível de exigência na qualidade e segurança do produto. O desenvolvimento do mercado na Europa de produtos de origem animal, mas precisamente leite e carne, apresentam um crescimento lento.

Outro fator a ser considerado é o potencial de expansão do produtor europeu de leite e de carne (inclusive com áreas de pastagens disponíveis para conversão ao sistema orgânico), fazendo com que a produção interna atenda a demanda local.

Parte da carne orgânica consumida nos paises citados, provêm dos animais machos produzidos nos rebanhos de pecuária de leite, este fato de um lado contribui para o abastecimento do mercado e atendimento da demanda, por outro lado, não garante uma qualidade suficiente ao produto para garantir ao consumidor um produto de qualidade. O mercado interno na UE ainda tem o desafio de desenvolver um padrão de qualidade competitivo ao mercado consumidor, pode-se supor que exista uma oportunidade de mercado para os fornecedores que garantirem um padrão de qualidade superior.

A tendência dos países europeus sobre o abastecimento de carne orgânica é criar redes de fornecimentos internas, principalmente pela disponibilidade de áreas de pastagens e produção de alimentos para os bovinos serem convertidas para a pecuária orgânica. Outro fator que contribui é a garantia no controle de origem e rastreabilidade do produto, os sistemas internos de controle representam segurança para os consumidores.

 

O Maior Mercado Consumidor de Alimentos Orgânicos no Mundo – EUA
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De acordo com o Nutrition Business Journal, as vendas de produtos orgânicos em 2000 foi em torno de US$ 6 bilhões, representado um ¨market share¨ de 1 % de todas as vendas de alimentos nos EUA. O NBJ News Update, aponta uma previsão para os alimentos orgânicos em 2010, de mais que 5 % de todas as vendas de alimentos. As vendas de carnes nos EUA em 2003 foi de US$ 616 milhões segundo o United States Departament of Agriculture´s, USDA. As vendas de carne orgânica em 1998 foi de US$ 28 milhões, em 2003 foi de US$ 61,7 milhões. Este crescimento se deu a partir de 1999 com a regulamentação do selo de certificação da carne orgânica.

 

 


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 Sebrae: Aumentando a Sustentabilidade e a Produção
de Orgânicos no Território Brasileiro



O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) trabalha desde 1972 pelo desenvolvimento sustentável das empresas de pequeno porte. Para isso, promove cursos de capacitação, acesso a serviços financeiros, cooperação entre as empresas, organização de feiras e incentivo ao desenvolvimento de atividades que contribuem para a geração de emprego e renda, com unidades nos 26 estados e mais o Distrito Federal. A seguir, algumas ações recentes da entidade.

 

caju1Ampliação do mercado de castanha de caju 
O Sebrae do estado da Paraíba realiza há quatro anos um treinamento com produtores locais, gerando atualmente boas expectativas quanto ao mercado. Com melhores processos de beneficiamento e fracionamento da castanha de caju, a renda das famílias do município de Jacaraú (PB) dobrou. O produto, antes restrito ao quintal dos produtores, agora está sendo comercializado em padarias e supermercados. O objetivo era despertar a capacidade empreendedora do grupo para maior qualificação da produção e, conseqüentemente, agregar valor ao produto.

orta2Apoio à agricultura familiar no NE brasileiro
O clima semi-árido da região traz limitações para a prática de atividades agropecuárias, principalmente pela escassez de água, devido às prolongadas estiagens. Com a falta de orientação técnica adequada e poucos recursos financeiros, os produtores familiares são os mais atingidos.Assim, uma parceria entre Sebrae, Banco do Brasil e Ministério da Integração Nacional promoveu a inserção de um novo sistema no projeto Unidades Familiares de Produção Agrícola Sustentável (UFPAs) do estado da Paraíba: a PAIS (Produção Integrada Sustentável), a qual está sendo apontada como forma de superar dificuldades, gerando renda e desenvolvimento sustentável no local. Apropriada para o cultivo de produtos orgânicos, a experiência utiliza sistema de irrigação por gotejamento em hortas e pomares, dispensando o uso de agrotóxicos, reduzindo a aquisição de insumos e contribuindo para a segurança alimentar dos assentados, cuja produção é basicamente voltada para subsistência. A estimativa é de que até o final do ano a produção e comercialização agrícola aumente em 10%, tendo como ferramenta a adoção de técnicas que respeitem o meio ambiente, minimizem a dependência de energia não renovável e possam oferecer sustentabilidade econômica e ecológica.

Setor cafeeiro explorado – Produtores rurais, enquadrados no perfil da agricultura familiar, serão beneficiados com o Programa de Desenvolvimento do Café na Agricultura Familiar (Prodecaf), lançado no Espaço Sebrae do município de Ariquemes (RO). Com o início do programa serão difundidas as informações para capacitação do agricultor, além da introdução de tecnologia adequada, aumentando a produtividade, com isso melhorando as condições sócio-econômicas e culturais do produtor e sua família.

bananaBanana catarinense padronizada
O governo do estado de Santa Catarina, com apoio do Sebrae e Secretaria de Desenvolvimento Regional de Jaraguá do Sul lançam o projeto Arranjo Produtivo Local (APL). A meta é padronizar a banana catarinense frente aos mercados nacional e internacional e garantir a sustentabilidade da classe. As regiões norte e nordeste do Estado são responsáveis por 60% da produção catarinense, sendo que o estado ocupa o terceiro lugar de produção no país.

 

bodeCarne de bode na merenda escolar
As carnes moídas, em forma de lingüiça ou almôndegas já começam a ser destinadas ao cardápio da merenda escolar para as crianças do município. Descobrindo na criação de caprinos e ovinos uma fonte de crescimento, o Sebrae está atuando na cidade de Tejuçuoca (CE) no sentido de desenvolver o setor da ovinocaprinocultura, capacitando 23 produtores para o desenvolvimento de técnicas para o manejo e aproveitamento dessa carne. Para tal, há orientação sobre como melhorar a qualidade dos rebanhos nos aspectos sanitário, alimentar e reprodutivo.

ostraSanta Catarina: aumento da produção de ostras
O Sebrae em Santa Catarina, assinou na sede da Cooperativa Aqüícola da Ilha de Santa Catarina (Cooperilha), um protocolo de intenções que beneficiará os produtores de ostras de toda Florianópolis. Em seis anos, o estado de Santa Catarina tornou-se o maior produtor de ostras marinhas, por reunir condições favoráveis para a prática da maricultura. E essa produção vai aumentar ainda mais, com o objetivo de promover a sustentabilidade da atividade da ostreicultura e incrementar ganho da qualidade e de competitividade dos pequenos negócios e empresas integrantes do projeto Arranjo Produtivo Local (APL), conquistando melhores mercados de forma sistemática.

macacoGoiás e criação de animais silvestres e exóticos
As carnes exóticas são cada vez mais apreciadas por freqüentadores de restaurantes finos e churrascarias, porém falta oferta. O projeto ‘Animais Silvestres e Exóticos’, resultado de uma parceria entre 11 instituições, dentre as quais o Sebrae em Goiás, tem desenvolvido ações no sentido de aproximar esses criadores, que até então atuavam de forma isolada, para elevar o número de animais criados em cativeiro e, conseqüentemente, a oferta de carne.

A criação de animais silvestres e exóticos para produção de carne em Goiás tem tudo para se tornar uma alternativa economicamente viável para os criadores envolvidos no projeto, que apostam também na preocupação dos consumidores com a saúde, já que essas carnes têm baixa taxa de gordura, atrativo que ajuda a conquistar cada vez mais os paladares.

raizMandioca no Oeste baiano
O Sebrae, em parceria com a Prefeitura, acaba de contemplar 90 pequenos produtores rurais do Assentamento de Porções com limpeza e preparo do solo para plantio de mandioca, e iniciará a instalação de um viveiro de sementes de mandioca que serão distribuídas aos produtores. Estas iniciativas fazem parte do Programa de Desenvolvimento da Mandiocultura, que tem como objetivo aprimorar os processos de fabricação dos derivados da mandioca e, consequentemente, agregar rentabilidade aos pequenos produtores das comunidades envolvidas.

O cultivo da mandioca sempre fez parte da realidade de municípios do oeste da Bahia. A atividade, que até bem pouco tempo era desenvolvida de forma artesanal e para consumo próprio começa a gerar emprego e renda para mulheres, após treinamento de novas técnicas de preparo promovido pelo Sebrae no município. A novidade é a elaboração de um beiju colorido, desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical de Cruz das Almas. Este é feito com acréscimo de frutas, verduras e hortaliças à massa. A vantagem do colorido é que além de chamar a atenção ele fica rico em vitaminas.

aaucarmascavoProdução do açúcar mascavo na Paraíba
Os engenhos integram o Projeto de Cana-de-açúcar do Sebrae na Paraíba e esperam, de julho a novembro, processar o caldo da cana, com a confecção de mel de engenho, melaço e também a rapadura, vendidos nas feiras da região e também na Grande João Pessoa. Atualmente, 14 engenhos produzem mais de 1,5 mil toneladas desses produtos. Este ano, pórem, os agricultores decidiram inovar e investir em uma produção até então inédita na região, que é a do açúcar mascavo, que será vendido inicialmente no mercado estadual.

sebraerjOs Pró-Orgânicos
O Sebrae apóia a produção orgânica, como o Projeto de Agricultura Orgânica do Sebrae do Rio de janeiro. Os orgânicos estão tendo ganho de produtividade com apoio de pesquisa e assistência técnica. O Sebrae fortalece o elo entre produtores e consumidores para constituir a APL (Arranjo Produtivo Local) dos orgânicos. Promovem-se férias e organiza-se o setor em forma de associações. O Sebrae promove junto com parceiros caravanas técnicas disseminando conhecimento e possibilitando o incremento da produção.

sebraeAgronegócio
O Sebrae em Goiás, em sintonia com o agronegócio goiano e suas cadeias produtivas, participa na formação de um comitê estadual que vai desenvolver um plano de ação para os produtores de alimentos orgânicos. Dentro do Projeto Metrópole, cerca de 20 produtores recebem capacitação e orientação sobre gestão empresarial. Ações do Sebrae no DF também estimulam o agronegócio a partir do aumento da produtividade de ovinos em pequenas áreas e do estímulo à produção orgânica, com a disseminação do conhecimento entre produtores e técnicos brasilienses.

leiteProdutores catarinenses de leite e laranja aumentam competitividade
Projetos para certificação orgânica de laranja e manejo de pastagens para redução de custos da produção de leite abrem novas perspectivas para agricultura no oeste catarinense. A conversão e certificação de laranjais convencionais em orgânicas e a melhoria de pastagens estão aumentando a competitividade das pequenas propriedades rurais da região, cuja sustentabilidade está baseada em quatro atividades: citricultura e bovinocultura, além de avicultura e suinocultura.

vinhoVinícolas gaúchas aumentam produtividade com apoio do Sebrae
O aumento na produtividade de pequenas vinícolas na região do Vale do Vinhedo, na Serra Gaúcha, é o resultado do trabalho de 15 empresários que se uniram e pediram ajuda ao Sebrae para gerenciar melhor seus negócios e obter mais competitividade em um mercado liderado pelas vinícolas mais conhecidas na região.
realização de cursos de gerenciamento e a participação em feiras para os empresários das cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul foram essenciais para que esses empresários desses uma guinada na produtividade de sucos e de vinho, além de conhecer melhor o que é importante para saber lidar com a concorrência.

 


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 Resumo Executivo Bimestral (Dezembro / Janeiro)

Nacional
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resumo1* Curitiba terá primeiro mercado permanente de orgânicos do Brasil, além de uma área reservada para cursos e palestras sobre a preparação de orgânicos. O terreno para a construção foi cedido pela prefeitura e o ministério investirá cerca de R$ 2 milhões na obra, cuja conclusão está prevista para o final de 2007. O presidente da Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná, Moacir Darolt informou que a procura por produtos orgânicos no estado é 35% maior que a oferta. A criação do mercado, na opinião de Darolt, pode fazer com que o interesse aumente. Segundo o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, existem 4.132 produtores orgânicos no estado. Na última safra, foram cerca de 80 mil toneladas de produtos como feijão, arroz, soja, mandioca, açúcar-mascavo e hortaliças, entre outros, o que gerou uma renda bruta de aproximadamente R$ 90 milhões. O secretário de Desenvolvimento Agrário do Ministério, Valter Bianchini, explicou que em 2006 foram destinados R$ 100 milhões para a agricultura familiar.

* Os mais importantes projetos de desenvolvimento sustentável do Acre serão mostrados a partir de 13 de março na RTL-4, a maior e mais popular rede de televisão da Holanda, numa produção que visa ampliar a campanha internacional pela preservação da Amazônia e incentivar o ecoturismo na região. “O público alvo são pessoas entre 20 e 45 anos, interessados que podem contribuir com projetos de desenvolvimento sustentável e o ecoturismo na Amazônia”, explicou Bente van der Wilt, jornalista e produtora do programa, que tem como patrocinador o WWF-Holanda. Bente, sua equipe e ativistas do WWF do Acre foram recebidos pelo governador Binho Marques. “O trabalho do WWF é importante para consolidar os processos de desenvolvimento sustentável da região”, disse o governador, completando que essa atuação fortalece a idéia verdadeira do que o cidadão europeu pensa da Amazônia.

* Publicada a convocatória para o curso de agroecologia à distância que será promovido pela SAF/DATER em parceria com a REDCAPA, com a Universidade de Berkeley – USA e a SOCLA – Sociedade Científica Latinoamericana de Agroecología. O curso estará sendo realizado a partir de 5 de março de 2007. As inscrições vão até o dia 12 de fevereiro de 2007. O curso tem por objetivo formar profissionais para que contribuam junto aos agricultores familiares na implementação de práticas agroecológicas, no ensino, na pesquisa e/ou para atuarem junto às organizações governamentais e não-governamentais, tanto na assessoria como na formulação de políticas.

* Os agricultores que tomam recursos no Banco do Nordeste (BNB) podem agora pagar o empréstimo com o Carnê Pronaf em redes ou correspondentes bancários, como farmácias, supermercados e casas lotéricas, por meio de ficha de compensação. De início, a medida contempla agricultores familiares com renda bruta anual de até R$ 3 mil, a maior fatia dos clientes do Pronaf junto ao BNB, e que integram também o programa Agroamigo.Conforme o gerente do Pronaf e de programas de Crédito Fundiário do BNB, Luís Sérgio Farias Machado, em médio prazo o banco deverá ampliar esse instrumento às demais categorias do programa. Isso significaria atender também, entre outras linhas, os grupo A (assentamentos da reforma agrária), B (renda bruta anual até R$ 3 mil), C (entre R$ 3 mil e R$ 16 mil), D (mais de R$ 16 mil até R$ 45 mil) e E (acima de R$ 45 mil). Somente os produtores enquadrados no grupo B respondem por 80,9% do número de contratos. De janeiro a novembro deste ano, foram 498,6 mil operações contratadas, representando R$ 527,2 milhões no total e crescimento de 41,2% sobre valor aplicado em igual período de 2005.

* O Pólo de Apicultores do Litoral gaúcho, iniciativa do Sebrae no Rio Grande do Sul, encerrou 2006 com a consolidação de uma importante conquista: a renovação da certificação de mel orgânico. O grupo, formado por 41 produtores do município de Osório, a 95 quilômetros de Porto Alegre, é o único no Estado a produzir mel orgânico certificado. A certificação do mel aumentou a competitividade para a exportação e também para a venda local. O primeiro semestre de 2006 também foi importante para o setor na região a partir da formação da Cooperativa de Apicultores do Litoral (Cooapil), que busca aumentar as vendas e proporcionar acesso a novos mercados, dentro e fora do País. Uma das metas da Cooapil é a construção do primeiro entreposto de mel orgânico do Rio Grande do Sul, que inicia suas obras em março de 2007. A cooperativa integra o programa ‘Juntos para Competir’, iniciativa Sebrae estadual, em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

* As exigências nutricionais e a alta incidência de pragas e doenças nos plantios de cebola no Submédio São Francisco levaram para o manejo da cultura um extenso receituário de insumos químicos. A freqüência e a intensidade de uso destes insumos fixaram-se de tal forma nas práticas agrícolas dos produtores que fazem cultivos alternativos como os orgânicos serem considerados de alto risco, de pequena viabilidade comercial, mas pesquisa divulgada por especialistas da Embrapa Semi-Árido e da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) revela que a produtividade no plantio orgânico pode superar a convencional. Em testes realizados por dois anos seguidos, os especialistas conseguiram com o manejo orgânico obter cerca de 38 t/ha de bulbos comerciais de cebola. Uma quantidade superior à média registrada com os métodos tradicionais de cultivo na região (20 t/ha). Este resultado demonstra a viabilidade técnica da alternativa e abre aos agricultores da região as portas para um mercado em franca expansão no Brasil: o de produtos orgânicos. As oportunidades comerciais neste mercado podem contribuir também para reduzir a freqüente instabilidade dos preços praticados no negócio desta cultura, explica o pesquisador Nivaldo Duarte Costa, da Embrapa Semi-Árido.

* Foi inaugurada na Fonte da Saudade, zona sul do Rio de Janeiro, a Butik Orgânicos, uma loja 100% orgânica, que está sendo certificada pelo IBD. A proprietária, Vanessa Rouvier, planeja abrir mais cinco unidades nos próximos dois anos. No mix, cerca de 500 produtos, divididos nas categorias hortifruti, laticínios, conservas, sorvetes, doces, frutos do mar, massas, matinais, molhos e temperos, sucos e bebidas, carnes, congelados, cosméticos e materiais de limpeza e flores orgânicas. A loja prepara-se para ter outros serviços, como padaria e espaço para degustação de produtos com consumidores. A Butik também realiza entrega em domicílio. Mais informações no web site: www.butikorganicos.com.br

*O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio recebeu uma doação do Banco Alemão de Desenvolvimento – KfW, para financiar o Projeto Áreas Protegidas da Amazônia – Arpa e pretende utilizar parte dessa doação para pagamentos de consultoria, em conformidade com as Diretrizes para a Seleção e Contratação de Consultores para Mutuários do Banco Mundial. Os Serviços compreendem a contratação de empresas/instituições que tenham condições de assumir a responsabilidade pela execução dos seguintes serviços para a Estação Ecológica de Anavilhanas, no estado do Amazonas: elaboração do projeto de demarcação, balizamento e acompanhamento técnico da implantação da hidrovia no rio Negro, além da realização de serviço de batimetria.

*A INFRAERO e o Projeto de Manejo de Ecossistema do Bioma Caatinga, inauguraram no aeroporto de Petrolina, em Pernambuco, a loja “Budega da Caatinga”, cujo principal objetivo é o de vender artesanato da região, resultado da produção sustentável. As mercadorias produzidas pelas comunidades a partir dos recursos naturais da Caatinga vão desde geléias e compotas de umbu até jóias e peças de cestaria feitas com fibra de carnaúba e ouricuri. O acervo ainda inclui artefatos de madeira produzidos por uma cooperativa de extração sustentável e papel reciclado.

 

Internacional
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* A República Popular da China quer exportar o alimento orgânico em grande escala, de acordo com o governo local. Ajustar as bases nacionais para a produção orgânica é prioridade elevada. As colheitas orgânicas na China conseguem 20-40 % de preços mais elevados do que pelo modo de produção convencional. “A produção orgânica encontra-se ainda em fase de desenvolvimento na China, mas florescerá nos dez anos seguintes”, relata o jornal alemão Berliner Zeitung, citando Xiao Xingji, diretor do centro orgânico do desenvolvimento do alimento do Ministério do Meio Ambiente da China. O fundo internacional das nações para o desenvolvimento da agricultura (IFAD) vê também a China como um produtor orgânico em grande escala no futuro.

*O supermercado orgânico de Grunwald, em Moscou, Rússia, era um projeto esperado há muito tempo. A loja abriu suas portas em novembro de 2006 em um dos distritos mais favoráveis em Moscou, perto da estação Molodeghnaya do metrô, relata Olga Kartamysheva. Todas as prateleiras e janelas de exposição são feitas com madeira natural. Grunwald com 1530 m² no total e 860m² do espaço das vendas é grande bastante para ter sua própria padaria orgânica especial, confeitaria, um café para adultos e crianças. Possui ainda equipamento para produzir o chocolate handmade, um salão de beleza com cosméticos naturais e espaços para preparar alimentos semi-prontos.

* Com 736 afiliadas, WSPA (World Society for the Protection of Animals-WSPA, Sociedade Mundial de Proteção Animal) amplia atuação a países que possuem pouca tradição no bem-estar animal. Recentemente, outras entidades de bem-estar animal se juntaram à WSPA elevando o quadro de afiliadas para um total de 736 organizações. Distribuídas por 146 países, muitas dessas organizações são pioneiras nas ações de bem-estar animal, desempenhando importante papel para a consolidação da proteção animal como prática social em seus países. É o caso do Centro de Resgate Animal, em Omã (país árabe com cerca de 3 milhões de habitantes), que se transformou no primeiro grupo de bem-estar animal do país a se afiliar à WSPA.

O Centro de Resgate Animal de Omã foi formado em 2005. Suas ações principais estão ligadas à solução do problema dos cães e gatos de rua na capital, Muscat. O Centro vem prestando importantes serviços à comunidade, oferecendo tratamento veterinário para os animais de rua. É para auxiliar iniciativas pioneiras como essa que a WSPA continua a trabalhar junto com as suas afiliadas, ajudando na captação de recursos, e no desenvolvimento de ações e campanhas que possam elevar os padrões de bem-estar dos animais em todo o mundo.

* O supermercado inglês Sainsbury anunciou que todo seu suprimento de banana terá o certificado do Comércio Justo. Este foi o maior compromisso feito no mundo com o Comércio Justo por uma mesma companhia. A rede Sainsbury vende 2000 toneladas de bananas (aproximadamente 10 milhões de bananas) por semana. Esta ação, uma vez efetivada, significará mais do dobro do volume de bananas oriundas do Mercado Justo, compradas pelo crescente aumento de consumidores da Inglaterra, preocupados com os benefícios dados aos milhares de produtores da América Central, América do Sul e do Caribe, através da compra de produtos com garantia de Comércio Justo. O anúncio feito pela Sainsbury além de apontar que o movimento do Comércio Justo está no mainstream, mostra que o consumidor cada vez mais busca comprar de mercados preocupados com o bem-estar daquelas

Governo Público
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* Em novembro de 2006 completou um ano o programa “Prazer de Estar Bem” promovido pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Alimentação (CAL) da Fiesp e o Sesi/Senai-SP comemoram um saldo positivo. Entre as conquistas, está o aumento de consumo de frutas entre os alunos da rede Sesi-SP e Senai-SP, público-alvo do programa. A inserção de verduras e hortaliças nas refeições também aumentou.

* O Diário Oficial de 03 de janeiro de 2007 publicou a promulgação da Lei número 12.518 de 2 janeiro de 2007, que autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa de Incentivo ao Sistema Orgânico de Produção Agropecuária e Industrial no âmbito do Estado de São Paulo. O projeto de lei 116/2002, de iniciativa do deputado Aldo Demarchi (PFL), havia sido vetado pelo Governador do Estado e o veto foi derrubado pela Assembléia Legislativa em sessão extraordinária realizada no último dia 21/12/2006.

* Pesquisas realizadas dentro e fora do País indicam que as crianças estão engordando mais rapidamente que os adultos. Só no Brasil, estima-se que, na população de 6 a 18 anos, existam pelo menos 6,7 milhões de obesos. Em contrapartida, iniciativas pioneiras vêm sendo desenvolvidas com a finalidade de introduzir alimentos orgânicos na merenda escolar. Alimentação mais saudável e nutritiva para as crianças, introdução de novos hábitos alimentares, educação e proteção ambiental, são algumas das vantagens de programas que priorizam o alimento orgânico na dieta infantil. Um dos grandes defensores desse movimento, atualmente, é o vereador paulistano Antonio Goulart (PMDB). Graças ao Projeto de Lei 228/02, de sua autoria, foi aprovada a Lei 14.249, que cria o Programa de Merenda Escolar Ecológica na Rede Municipal de Ensino.

Feiras
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* Pela quinta vez consecutiva, a APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) apóia a participação de empresas de pequeno e médio porte na BioFach Nurembergue, principal feira do setor de orgânicos, que acontece anualmente na Alemanha. Para a edição 2007, que será de 15 a 18 de fevereiro, 26 empresas já se inscreveram. Elas estarão concentradas num estande de 345,5 m² e poderão colocar seus produtos para degustação em um Bar Brasil, montado no pavilhão. A APEX-Brasil apóia o evento desde 2003. Em 2005, confirmando o sucesso das participações anteriores e a percepção internacional do potencial do mercado brasileiro para este segmento, o Brasil foi o país tema da Feira, levando 87 (oitenta e sete) empresas que comercializaram US$ 31,4 milhões, fizeram 1.100 contatos de negócios e realizaram 57 rodadas de negócios.

* Com o intuito de orientar os expositores e organizar os detalhes da participação brasileira na BioFach-Nürnberg 2007, e como fruto das parcerias estabelecidas para a realização deste projeto, a Câmara Brasil Alemanha promoveu dia 06 de fevereiro o “Seminário Preparatório de Expositores para a BioFach 2007″. O Planeta Orgânico estará presente no Estande do Brasil na BioFach 2007 promovendo a BioFach América Latina/ExpoSustentat, que acontecerá no Transamérica Expo Center em São Paulo de 16 a 18 de outubro de 2007.Durante a BioFach em Nuremberg, no dia 16 de fevereiro o Planeta Orgânico promoverá o Seminário Brazilian Organic Market , com a participação de Ming Liu (Organics Brasil) , Eduardo Caldas (APEX) e Fabio Ramos (Agrosuisse).

Destaques & Parcerias
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* As Rodadas SEBRAE realizadas durante a BioFach América Latina 2006 ajudaram a fomentar agronegócio de pequeno porte. Elas contaram com a participação de 41 vendedores de oito estados brasileiros, que puderam negociar diretamente com cerca de dez compradores, entre os quais empresas do porte do grupo de supermercados Pão-de-Açúcar, as lojas Mundo Verde, especializada em produtos orgânicos, além de empórios, mercearias, restaurantes e traders de exportação. A rodada da Biofach gerou negócios da ordem de R$ 2 milhões, a serem concretizados nos seis meses seguintes à feira, ou seja, até o início de abril de 2007. Os produtores apoiados pelo Sebrae levaram à BioFach América Latina 2006 ovos, mel, cachaça, açúcar, leite e derivados, barras de frutas desidratadas, temperos, grãos (arroz, feijão, milho), carne, frango, lingüiça, geléias, doces, compotas, iogurte, camarão, ostras, entre outros.

* O mercado de produtos orgânicos gera em torno de US$ 27 bilhões no mundo e pouco mais de R$ 250 milhões por ano no Brasil, mas o país é dono das maiores áreas de expansão para produção de orgânicos. O projeto OrganicsBrasil, realização conjunta do Instituto Paraná de Desenvolvimento (IPD), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e Apex-Brasil, trabalha para divulgar a marca Brasil e os produtos orgânicos em Feiras internacionais e rodadas de negócio para fomentar negócios para o mercado externo.
Em 2006, o volume de exportação das 33 empresas participantes do projeto OrganicsBrasil registrava US$ 15 milhões e a conquistas de espaço no varejo de mercados estratégicos como Estados Unidos e Japão. “A previsão para 2007 e 2008 é ampliar o número de empresas, principalmente dos produtores das regiões norte e nordeste. O destaque de 2005 foi a introdução do conceito Brasil na maior rede de produtos orgânicos e naturais dos Estados Unidos – a Whole Foods Market (168 lojas e faturamento de US$ 3,9 bi/ano), que investiu num espaço exclusivo para o Brasil, com linhas e marcas originais das empresas brasileiras: Jasmine (cookies, biscoitos e cereais), Nutrimental (barra de cereais), Ecoçucar (açúcar), Florestas (cosméticos), Fazenda &Casa (geléias, frutas e conservas), Renks (barra de frutas secas) e Tradeland (mel). As frutas tropicais serão as mais visadas em 2007″, explica Ming Liu, gestor do Projeto OrganicsBrasil.
As empresas e produtores que participam do OrganicsBrasil estão à frente de um mercado extremamente exigente que demanda conceitos de: preservação ambiental, sustentabilidade, respeito ao homem e suas culturas regionais, ecologicamente correto e justiça social. “A busca é sempre por produtos novos, com conceito e apresentar para o consumidor, com características nutricionais diferenciadas e potencial de uso benéfico à saúde humana”, enfatiza Ming Liu. Outras áreas de crescimento mundial em orgânicos são: produtos para animais de estimação, flores e vestuário. O segmento mais adiantado na certificação internacional é de produtos de algodão orgânico, que vai propiciar entrar no mundo da moda e confecção.

 

 


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