CLAUDIO LANGONE

Claudio Roberto Bertoldo Langone nasceu no dia 8 de agosto de 1965, em Tupanciretã, no Rio Grande do Sul. Ingressou na Faculdade de Engenharia Química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foi presidente da UNE, Secretário Estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente na gestão da Ministra Marina Silva e seu desafio no momento é coordenar a Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014 (CTMAS), vinculada ao Ministério do Esporte.

Orgânicos & Cia entrevistou Claudio Langone que abordou desde os benefícios econômicos esperados até a Copa Orgânica e Sustentável, um tema já incorporado a Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014.

Planeta Orgânico, IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional e IPD-Organics Brasil formam o consórcio que vem participando desde 2010 das reuniões de entendimento sobre o projeto entre os diferentes “stakeholders”, promovidas por Claudio Langone, Coordenador da Câmara temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014.

Em 26 de maio de 2011 foi criado  formalmente o Núcleo Temático da Copa Orgânica e Sustentável, no âmbito da CTMAS , sob a liderança do Ministério de Desenvolvimento Agrário. O Consórcio formado por Planeta Orgânico, IPD e IPDES faz parte do Núcleo Temático da Copa Orgânica e Sustentável.

O&Cia – O que o Brasil quer mostrar na Copa 2014?

Langone: O Governo Brasileiro já tomou a decisão de que uma das principais marcas da copa do Mundo FIFA 2014 será a sustentabilidade ambiental. O Brasil, que sediará em 2012 a cúpula das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em 2014 a Copa do Mundo e em 2016 os Jogos Olímpicos, quer consolidar sua liderança global nessa área, e usar a agenda de meio ambiente e sustentabilidade para mobilizar a sociedade em torno da Copa do Mundo.

Este é um evento que irá mobilizar o país, promover o país no mundo e estaremos nos empenhando para deixar um legado que seja percebido pelo visitante em diversos momentos. Queremos priorizar o enfoque educativo, deixando sinais concretos de que esta é uma Copa que tem um compromisso efetivo com a sustentabilidade, com a inclusão social, com o respeito ao meio ambiente.

O&Cia – Quais os benefícios econômicos esperados com a Copa 2014?

Langone: Os estudos preliminares contratados pelo Ministério do Esporte estimam cerca de R$ 47 bilhões de impacto direto, distribuídos aproximadamente da seguinte forma: Infraestrutura: Civil: R$ 23 bilhões Serviços: R$10 bilhões Turismo: 600 mil turistas internac. (R$ 3,9 bi) 3 milhões nacionais (R$ 5,5 bi) Geração de empregos: Permanentes: 332 mil (2009-2014) Temporários: 381 mil (2014) Consumo : Incremento no consumo: R$ 5,0 bi (2009-2014)  Tributos: Tributos totais: R$ 16,8 bi / Tributos federais: R$ 10,6 bi.

O&Cia – Quais os diferenciais do Brasil na Copa 2014?

Langone: A Copa será realizada em 12 cidades sede, representativas do conjunto dos biomas brasileiros, que receberão significativos investimentos em infraestrutura, em especial, em saneamento e melhoria da mobilidade e circulação.

O Brasil hospedará uma série de mega eventos começando com os Jogos Olímpicos Militares em julho de 2011, em 2012 o Rio+20, em 2013 a Copa das Confederações, em 2014 a Copa e em 2016 os Jogos Olímpicos no Rio. Todas oportunidades excepcionais para promover nossa megadiversidade ambiental e social , além da boa capacidade instalada na questão ambiental e boa oportunidade de divulgação global de “produtos” brasileiros (exemplo biocombustíveis, produtos orgânicos e/ou sustentáveis, produtos dos povos tradicionais, etc…)

Sempre registro e destaco a necessidade de conjugar sustentabilidade ambiental com inclusão social.

O&Cia – Quais os exemplos de diretrizes da Copa 2014 no Brasil?

Langone: As diretrizes validadas pela CTMAS são: Copa que compensa suas emissões e coopera com o combate ao aquecimento global, Copa que promove sustentabilidade ambiental com inclusão social, Copa que incentiva e alavanca negócios verdes, Copa com eficiência energética, Copa que valoriza e ajuda a promover e proteger a biodiversidade brasileira, Copa que constrói estádios com sustentabilidade, Copa que incentiva a reciclagem e a minimização da geração de resíduos, Copa que utiliza a água de maneira racional, Copa que incentiva a mobilidade e circulação sustentáveis, Copa que incentiva o consumo de produtos orgânicos e/ou sustentáveis e Copa que promove o ecoturismo nos biomas brasileiros.

O&Cia – Que trabalhos estão em andamento?

Langone: Poderia citar as seguintes ações que já estão em andamento: Certificação ambiental dos estádios, Copa Orgânica e Sustentável, Parques da Copa, Coleta Seletiva com Inclusão Social, Processo de monitoramento do licenciamento dos empreendimentos.

Para cada uma dessas linhas já se constituiu Núcleos temáticos de Projeto, compostas por instituições governamentais e não governamentais, responsáveis pelo detalhamento, orçamento e definição da estratégia de implementação nas Cidades Sede.

O&Cia – Como você vê o capítulo Copa Orgânica e Sustentável?

Langone: Esta será uma oportunidade ímpar para agregar valor sobretudo à pequena propriedade, bem como aos produtos da rica biodiversidade brasileira, que terá como legado a disponibilização de produtos certificados em maior quantidade com preços menores ao consumidor brasileiro. Em recente reunião com a FIFA, realizada no Ministério do Esporte em Brasília, mencionei a possibilidade de oferecer produtos orgânicos no catering das delegações e outras atividades e houve boa receptividade a esta sugestão. Esta é uma idéia que está crescendo…

O&Cia – Até quando deverão ser instaladas as Câmaras Temáticas nos estados?

Langone: O Ministério do Esporte, através da assessoria Especial do Futebol, vem conduzindo esse trabalho há cerca de um ano, e o fórum que orienta esse processo é a Câmara Temática Nacional  de Meio Ambiente da Copa 2014 (CTMAS), composto pelo governo federal, estados e municípios, bem como outras instituições convidadas.

Cada estado sede deverá ter a sua câmara temática instalada até junho de 2011
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