Algumas árvores que fazem parte dos sistemas agroecológicos florestais

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Nas zonas rurais, as árvores são extremamente úteis para sombreamento de pastagens, culturas de café e cacau. Plantadas ao longo de cercas e rumos, são uma proteção econômica e definitiva, dispensando manutenção ou reforma periódica. A arborização urbana contribui de forma decisiva para o equilíbrio ecológico, com influência direta sobre o bem-estar dos habitantes da cidade: melhora a qualidade do ar, diminui a amplitude térmica, amortece os ruídos, ajuda a remover a poeira das ruas e ainda cria novos espaços para o lazer em bosques, praças e áreas para descanso e recreação.

ANGICO

Árvore de caule liso, alcança até aproximadamente 15 metros de altura.Fornece madeira dura e pesada, própria para construção civil, carpintaria, lenha e carvão. Sua casca é empregada na indústria de curtume. Produz também uma goma que pode substituir a goma-arábica. É planta melífera, e o mel que produz é de excelente qualidade.Na medicina, é adstringente, depurativa, hemostática. Usada ainda nas hemorragias uterinas e na leucorréia, nos casos de raquitismo e inapetência.

CEDRO

Árvore de rápido crescimento e folhas grandes. A madeira é utilizada em obras hidráulicas, na construção civil e naval e marcenarias. Usada também em esculturas.

EMBAÚBA

O tronco é reto e oco, com nós e entrenós e dividido em lojas. Estes locais estão sempre ocupados por formigas, que recebem abrigo e alimentação e, em troca, defendem sua protetora dos inimigos naturais, ou seja, qualquer praga ou inseto, que tente destruir suas folhas ou flores. Esta curiosa associação entre a embaúba e a formiga é denominada “mutualismo”.De tão ásperas, são usadas como lixa para polir madeira.A embaúba floresce e frutifica no verão. As sementes fazem as delícias dos pássaros e principalmente da preguiça, que se alimenta da sua inflorescência, chegando a dar seu nome à arvore: “árvore-da-preguiça”.A casca fornece fibras resistentes. O tronco é utilizado no fabrico de caixotes e palitos de fósforos, na construção de jangadas e flutuadores.Na medicina, o broto é a parte utilizada como adstringente no tratamento de vias respiratórias, hemorragias, asma, bronquite e tosse, nas disenterias e diarréias. Aumenta a energia da contração do músculo cardíaco, determinado uma maior diurese.

INGÁ

Geralmente nascem na beira dos rios e represas. O ingá é indicado para proteger os terrenos contra erosão e também para sombreamento de cafezais. Também é uma planta melífera.

 IPÊ-AMARELO

Árvore de altura mediana. No inverno perde todas suas folhas, cobrindo-se em seguida de amarelo-ouro num quadro rico de grande beleza. A madeira é muito resistente. A entrecasca possui propriedades terapêuticas, como adstringente. É usada no tratamento da garganta e estomatites. Encontra-se nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

 JUÇARA

Palmeira de aspecto leve e gracioso. Atinge 20 metros de altura e 10 cm de diâmetro. Devido à extração do palmito, é uma espécie ameaçada de extinção. Felizmente, é uma planta de desenvolvimento rápido e suas sementes são de fácil germinação.

URUCUM

O urucum é uma planta de diversas utilidades. Os índios serviam-se da matéria corante para colorir os objetos de cerâmica. Na cozinha capixaba, não há peixada sem o tempero do urucum. Na indústria, as sementes são aproveitadas para os mais variados fins, inclusive na fabricação de corantes e produtos para bronzeamento. Diversos produtos comprovam as vantagens da utilização do urucu, como também é conhecida. Em derivados de leite, biscoitos, refrigerantes, vinhos, carnes, etc. em substituição a outros corantes de origem mineral. Alem de acrescentar vitaminas A, B e caroteno aos produtos, o urucum é um elemento natural, que não prejudica a saúde. Os derivados de petróleo, usados para colorir todos este alimentos, são considerados cancerígenos.Na medicina, as sementes são indicadas como antioftálmicas, anti-hemorrágicas, afrodisíacas, laxativas, expectorantes, e nas diversas afecções do coração.

Fonte: Livro Árvores Nativas do Brasil , cuja autora,  Cecília Beatriz da Veiga Soares,  gentilmente autorizou sua reprodução no Planeta Orgânico.

 

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